Envelhecimento bem-sucedido e comum; saiba a diferença.

Postado em 31 July - 2010 em Saúde, Saúde do Idoso | Deixe um Comentário »

Dentre os inúmeros fatores relacionados a um possível envelhecimento bem-sucedido, está a importância dos aspectos psíquicos associados a esse envelhecimento saudável, ou às estratégias preventivas que pudessem ser adotadas para evitar sintomas ou doenças psíquicas que colaborassem para um envelhecimento patológico. A depressão e os sintomas depressivos são os fatores que mais aumentariam o risco de doenças físicas, declínios de memória, e fragilidade em idosos. A preocupação com a depressão e os sintomas depressivos, a vivência de afetos negativos ao longo da vida justifica-se pela sua prevalência em idosos e a dificuldade de diagnosticar e porque o alcance da velhice bem-sucedida revela-se em produtividade e em conservação de papéis sociais, engajamento em ocupações de forma satisfatória, ajustamento e satisfação, reconhecimento social. O número de pessoas que conseguem alcançar esse padrão é muito pequeno, está relacionado não só aos fatores biológicos, mas também ao estilo de vida, às oportunidades culturais, sociais e condições econômicas. Dessa forma, o aumento da população idosa em nossa sociedade, com todas as consequências sociais, econômicas e pessoais que esse fenômeno acarreta, impõe um desafio para à gerontologia e à medicina. Os aspectos biológicos, comportamentais e sociais e a promoção da saúde do idoso passou a ter um enfoque cada vez mais prestigiado, no sentido de se caminhar na direção a uma situação onde o envelhecimento com saúde mental e física ou bem-sucedido não ocorra somente para alguns. Assim, a saúde mental sendo um dos elementos na questão da promoção da saúde do idoso e suas interações com a saúde física exercem influência dinâmica no envelhecimento bem-sucedido. Envelhecimento bem-sucedido e envelhecimento comum O conceito de envelhecimento bem-sucedido que se opõe ao envelhecimento comum, apresenta as seguintes possibilidades de envelhecer: – além daquelas relacionadas à presença ou ausência de doenças; – aquela que não há doença, mas o alto risco de desenvolvê-la – a situação em que a pessoa, além de não apresentar doença, possui baixo risco em desenvolvê-la; – altos índices de funcionalidade física e mental com baixa probabilidade de doença e incapacidades; – alta capacidade física funcional e cognitiva e engajamento ativo na vida. O alto nível funcional refere-se aos componentes físicos e cognitivos, potenciais para a atividade e envolve também a atividade. Portanto, a preservação do estado cognitivo implica diretamente no alcance do envelhecimento bem-sucedido, sendo condição básica para a autonomia e a independência com a longevidade. Emoções denominadas “afetos positivos” ou bem-estar emocional, que não representam ausência de depressão ou de afetos negativos, têm sido implicadas como fatores preditivos de independência funcional e sobrevivência. Emoções positivas conduzem as pessoas à tendência de comportamentos saudáveis, maior capacidade de busca de suporte social e ainda efeitos diretos na fisiologia por meio de mudanças nos sistemas imunológico e endócrino. O bem-estar emocional está associado ao sentimento de felicidade. Emoções positivas atuam como fatores de proteção de maior significância em relação ao risco de afetos negativos. As emoções positivas vivenciadas ao longo da vida até a velhice ajudam na manutenção da saúde física e cognitiva e no alcance da velhice bem-sucedida

fonte:www.uol.com.br

http://www.saudedafamilia.rs.gov.br/

Pimenta: alívio ardido para as dores

Postado em 30 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

A substância que lhe dá o sabor picante ameniza as sensações dolorosas e ainda contribui para queimar os quilos a mais. Fique por dentro de notícias ardentes da ciência

Degustar um prato apimentado deflagra reações no organismo que vão muito além daquela ardência na língua. Esse incêndio todo é obra de uma substância encontrada na malagueta, na cumari, na dedo-de-moça e em outras tantas pimentas: a capsaicina. Em contato com membranas da boca, do nariz e da garganta, ela desencadeia um sinal de dor transmitido de célula a célula até chegar lá em cima, na massa cinzenta. “É a mesma mensagem enviada em casos de queimadura por fogo”, afirma Rita de Cássia Pereira Alves, pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, no Ceará. O cérebro, aflito, reage produzindo endorfinas — compostos similares à morfina, que eliminam a sensação dolorosa.

Em outras palavras, a pimenta é uma contradição em forma de fruta (sim, ela é fruta): arde, mas ao mesmo tempo alivia dores. Cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, levaram a pequena incendiária da cozinha para o laboratório e comprovaram sua dupla faceta. Eles isolaram a capsaicina e a associaram a um derivado de lidocaína, um anestésico local usado para operações dentárias e para apagar inflamações. O preparado conseguiu silenciar os neurônios sensíveis à dor. “A capsaicina bloqueia apenas a condução do impulso dolorido. Já os analgésicos tradicionais barram os estímulos de todos os neurônios sensoriais, afetando sentidos como o tato”, explica a farmacêutica Isabela Guerreiro, do Rio de Janeiro.

Além de mitigar dores, a ardência do tempero acelera os batimentos cardíacos, aumenta a produção de suor e de saliva. Em suma, faz o corpo queimar mais energia, sobretudo aquela armazenada na forma de gordura. Esse mérito não cabe somente à capsaicina, mas também à dihidrocapsaicina, que, diga-se, é menos ardida do que sua prima. Prova disso veio da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, também nos Estados Unidos. Ali, um grupo de pesquisadores analisou 33 homens e mulheres obesos: parte deles recebeu placebo e outra parte uma dose de dihidrocapsaicina. Os resultados mostraram que a substância ajudou a torrar entre 100 e 200 calorias extras por dia.

A pimenta também possui propriedades vasodilatadoras, ou seja, ela aumenta o calibre de nossos vasos. Esse efeito dá aquela mãozinha para a circulação sanguínea, melhorando a irrigação inclusive dos órgãos genitais — daí sua fama de afrodisíaca. “Além disso, ela contém poucas calorias e é fonte de vitaminas A, C e do complexo B”, lembra a nutricionista Camila Leonel Mendes de Abreu, da equipe de nutrição do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo.

A vitamina A é famosa por preservar a saúde dos olhos. Já a C, um dos antioxidantes mais badalados, entra na produção de anticorpos. Finalmente, o time do complexo B, que inclui substâncias que evitam a malformação fetal. Para tirar proveito de todos esses benefícios, a sugestão é apostar nas pimentas vermelhas. “Elas possuem maior valor nutricional do que as verdes”, diz Camila.

O único senão para o consumo do condimento vai para as pessoas que sofrem de gastrite. Para esses indivíduos, o conselho é evitar exageros, porque as pimentas financiam a produção de ácido clorídrico, o que pode incendiar ainda mais o cenário estomacal. E, para aqueles que não deixam uma pimentinha de lado, um recado: a capsaicina não é solúvel em água, somente em óleo. Então pouco adianta entornar copos e mais copos do líquido para aplacar a queimação. Nessas horas, prefira alimentos com pitadas de gordura na composição, como um gole de leite, para obter algum alívio.

Um trabalho da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostra que, ao sinal de ferimento, o corpo libera uma substância semelhante à capsaicina, a responsável pela ardência de pimentas como a malagueta.

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Degustar um prato apimentado deflagra reações no organismo que vão muito além daquela ardência na língua. Esse incêndio todo é obra de uma substância encontrada na malagueta, na cumari, na dedo-de-moça e em outras tantas pimentas: a capsaicina. Em contato com membranas da boca, do nariz e da garganta, ela desencadeia um sinal de dor transmitido de célula a célula até chegar lá em cima, na massa cinzenta. “É a mesma mensagem enviada em casos de queimadura por fogo”, afirma Rita de Cássia Pereira Alves, pesquisadora da Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, no Ceará. O cérebro, aflito, reage produzindo endorfinas — compostos similares à morfina, que eliminam a sensação dolorosa.

Em outras palavras, a pimenta é uma contradição em forma de fruta (sim, ela é fruta): arde, mas ao mesmo tempo alivia dores. Cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, levaram a pequena incendiária da cozinha para o laboratório e comprovaram sua dupla faceta. Eles isolaram a capsaicina e a associaram a um derivado de lidocaína, um anestésico local usado para operações dentárias e para apagar inflamações. O preparado conseguiu silenciar os neurônios sensíveis à dor. “A capsaicina bloqueia apenas a condução do impulso dolorido. Já os analgésicos tradicionais barram os estímulos de todos os neurônios sensoriais, afetando sentidos como o tato”, explica a farmacêutica Isabela Guerreiro, do Rio de Janeiro.

Além de mitigar dores, a ardência do tempero acelera os batimentos cardíacos, aumenta a produção de suor e de saliva. Em suma, faz o corpo queimar mais energia, sobretudo aquela armazenada na forma de gordura. Esse mérito não cabe somente à capsaicina, mas também à dihidrocapsaicina, que, diga-se, é menos ardida do que sua prima. Prova disso veio da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, também nos Estados Unidos. Ali, um grupo de pesquisadores analisou 33 homens e mulheres obesos: parte deles recebeu placebo e outra parte uma dose de dihidrocapsaicina. Os resultados mostraram que a substância ajudou a torrar entre 100 e 200 calorias extras por dia.

A pimenta também possui propriedades vasodilatadoras, ou seja, ela aumenta o calibre de nossos vasos. Esse efeito dá aquela mãozinha para a circulação sanguínea, melhorando a irrigação inclusive dos órgãos genitais — daí sua fama de afrodisíaca. “Além disso, ela contém poucas calorias e é fonte de vitaminas A, C e do complexo B”, lembra a nutricionista Camila Leonel Mendes de Abreu, da equipe de nutrição do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo.

A vitamina A é famosa por preservar a saúde dos olhos. Já a C, um dos antioxidantes mais badalados, entra na produção de anticorpos. Finalmente, o time do complexo B, que inclui substâncias que evitam a malformação fetal. Para tirar proveito de todos esses benefícios, a sugestão é apostar nas pimentas vermelhas. “Elas possuem maior valor nutricional do que as verdes”, diz Camila.

O único senão para o consumo do condimento vai para as pessoas que sofrem de gastrite. Para esses indivíduos, o conselho é evitar exageros, porque as pimentas financiam a produção de ácido clorídrico, o que pode incendiar ainda mais o cenário estomacal. E, para aqueles que não deixam uma pimentinha de lado, um recado: a capsaicina não é solúvel em água, somente em óleo. Então pouco adianta entornar copos e mais copos do líquido para aplacar a queimação. Nessas horas, prefira alimentos com pitadas de gordura na composição, como um gole de leite, para obter algum alívio.

Um trabalho da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, mostra que, ao sinal de ferimento, o corpo libera uma substância semelhante à capsaicina, a responsável pela ardência de pimentas como a malagueta.

Um histórico ardido

Há mais de 2 500 anos as pimentas servem à medicina e à culinária. Até a Idade Média, elas eram usadas como condimento para conservar e realçar sabores — ou esconder o azedo da comida estragada. Por séculos, a pimenta-do-reino foi a única conhecida dos povos da Europa, que a traziam da Índia. Apenas em sua segunda viagem à atual América Latina, no século 15, Cristóvão Colombo (1451-1506) encontrou outro tempero picante: as pimentas do gênero Capsicum, que incluem a malagueta e a habanero. Ele levou a descoberta para a Espanha e em cerca de 50 anos sua ardência se espalhou pelo mundo.

Um quê de realeza

A pimenta-do-reino vem da parreira Piper nigrum, originária da Índia. Nos tempos das grandes navegações do século 15, portugueses e espanhóis saíram de seu país em busca de temperos como ela, que era uma das especiarias mais valorizadas à época. “Essa pimenta foi muito usada pelo reino de Portugal, daí o seu nome”, conta a nutricionista Elenise Corbari, do Rio Grande do Sul. Hoje seus principais produtores são Índia, Brasil, Indonésia e Malásia. Diz a lenda que ela pode grudar nas paredes do estômago e do intestino, causando inflamação. “Mas não há comprovação científica”, garante Elenise.

Tipinhos apimentados
O gênero de pimentas Capsicum, que tem como princípio ativo a capsaicina, possui muitos exemplares.

Pimenta-de-cheiro
Frequente na cozinha nordestina, seu grau de ardência varia de leve a muito picante, mas o que mais atrai nessa pimenta é o aroma forte. Pode ser usada em saladas e combina com peixes e carnes.

Dedo-de-moça
É picante, porém menos ardida do que parentes como a malagueta. Acompanha bem carnes, peixes e molho de tomate. Pode ser usada em pratos adocicados, como arroz-doce e chutney (veja a receita na próxima página).

Habanero
Considerada a mais poderosa entre as pimentas por ser a que mais queima calorias. Nasceu no Caribe e no norte do México e é ideal para quem já é, digamos, iniciado. É usada principalmente em molhos, bem diluída.

Murupi
Representante da Região Norte do Brasil, é uma das pimentas com maior teor de ardência do país. Tradicionalmente usada no pato ao tucupi, também serve para a preparação de molhos e conservas.

Malagueta
Uma das mais picantes, é conhecida como piri-piri em Portugal e Moçambique. É rica em licopeno, fitoquímico que dá cor vermelha aos vegetais e é um aliado contra o câncer de próstata. Vai bem com feijoadas e pratos da culinária baiana.

Biquinho
Tem a forma de pingo e é a mais suave de todas. Por anos foi usada como planta ornamental e só recentemente chegou às cozinhas. É uma boa pedida em saladas, pratos vegetarianos e até como tira-gosto.

Cumari
Pra lá de picante, é encontrada apenas no Brasil. De acordo com pesquisas nacionais, é uma das mais ricas em antioxidantes. Usada em conservas, é ideal para molhos, cozidos e marinados.

por Lúcia Nascimento

Foto: Dercílio
Produção: Inah Ramos – Pepper – Sacolão Higienópolis / Produção culinária: Silvia Marques.
Fontes: Camila Leonel Mendes de Abreu, nutricionista da equipe de nutrição do Centro de Atendimento de Apoio ao Adolescente da Universidade Federal de São Paulo; e Luciene Mendonça da Costa, pesquisadora da área de ciências ambientais da Universidade Comunitária Regional de Chapecó, no interior de Santa Catarina.

Sal e sódio causam dúvidas aos hipertensos

Postado em 29 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

Reduzir o sal na dieta é a primeira recomendação que um portador de hipertensão recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem estabelecer uma relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder seis gramas por dia – uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para cinco gramas.

Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio – um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.

Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).

“Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso”, diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. “Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única.”

O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.

Anvisa

“Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal”, diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos – como o leite – contêm naturalmente sódio, mas não sal. “Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor”, afirmou a agência em nota.

Gastrite

Postado em 28 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

“A gastrite é uma doença inflamatória que se caracteriza por acometimento da camada de tecido mais superficial que reveste o estômago, chamada de mucosa gástrica. Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite.”
Introdução

O estômago é um órgão de extrema importância para o processo de digestão dos alimentos. Nele, encontramos vários tipos de células com diferentes funções. Algumas produzem enzimas que ajudam na quebra dos alimentos e outras produzem ácido clorídrico, que é responsável pelo ambiente ácido característico desse órgão. Normalmente, há produção de um muco que reveste internamente a parede do estômago, protegendo as células da agressão pelo ácido.

O que causa a gastrite?

A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.

• Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.

• Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticóide por longo período também pode levar a gastrite.

• Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.

• Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.

• Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.

• Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn.

• A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.

Quais os sintomas?

A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes. Comumente, os sintomas são:

• Desconforto na região superior do abdome: pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. Alguns pacientes podem relatar dor em queimação; dor que melhora com a ingestão de alimentos.

• Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.

• Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite.

• Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas, pode haver eliminação de sangue digerido, nas fezes (que ficam escuras) ou nos vômitos.

Como se faz o diagnóstico?

O médico suspeita de gastrite quando o paciente relata a presença dos sintomas listados anteriormente. O médico investiga os hábitos alimentares do paciente, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, se o paciente tem outras doenças já diagnosticadas. A partir daí, exames complementares podem ou não ser realizados.

Importante ressaltar que o diagnóstico de gastrite só pode ser firmado pela endoscopia digestiva alta, quando o médico visualiza a mucosa gástrica lesada e colhe fragmentos (biópsia) para exame citológico. Caso não seja realizada a endoscopia, o diagnóstico mais correto é o que chamamos de Dispepsia, que pode ser funcional ou não.

Se a causa da gastrite for evidente já na história, como por exemplo, o uso de antiinflamatórios, o médico já indica o tratamento adequado. No caso do H. pylori, a identificação da infecção pode ser feita no material obtido pela biópsia, à endoscopia, através de um teste respiratório ou exame de sangue. Se o paciente for portador dessa bactéria, o médico decidirá sobre a erradicação ou não da infecção, com base no quadro clínico do paciente.

Como é feito o tratamento?

O tratamento da gastrite é direcionado pela causa. Entretanto, alguns medicamentos são utilizados para a melhora dos sintomas enquanto se trata a causa específica. O paciente deve evitar o uso de medicamentos como a aspirina e outros antiinflamatórios não-esteróides, bebidas alcoólicas e cigarro.

O tratamento da infecção pelo H. pylori pode ser bastante difícil em alguns pacientes, e não é raro que ocorra a reinfecção. Esse tratamento não é indicado de rotina em todos os pacientes, sendo reservado para aqueles que apresentam úlcera péptica ou linfoma gástrico. Neles, o tratamento é realizado com antibióticos, medicamentos que reduzem a secreção de ácido pelo estômago e também com agentes protetores da mucosa gástrica.

Na gastrite induzida por medicamentos, geralmente a suspensão do agente suspeito leva à resolução do quadro. Associado a isso utiliza-se medicamentos para melhora sintomática. Em alguns tipos de gastrite pode ser necessário o uso de corticóide, para conter o processo inflamatório e prevenir complicações.

Nos pacientes hospitalizados, em unidade de tratamento intensivo, politraumatizados e grandes queimados, o desenvolvimento de gastrite aguda pode ser dramático. Por isso, neles, é feita a prevenção do desenvolvimento da doença, com o uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido, pelo estômago.

Os medicamentos utilizados para melhora sintomática podem atuar melhorando o esvaziamento gástrico ou reduzindo a secreção de ácido. Os que melhoram o esvaziamento gástrico são os chamados pró-cinéticos, que reduzem a estase alimentar no estômago e auxiliam na digestão, como por exemplo, a metoclopramida e a bromoprida. A redução da secreção de ácido é eficiente para combater a dor e a azia, e pode ser feita com medicamentos de dois grupos:

• Antagonistas de receptores H2: cimetidina, ranitidina. São também usados para a prevenção da gastrite aguda nos pacientes hospitalizados.

• Inibidores da bomba de prótons: omeprazol, lansoprazol, pantoprazol.

Outros medicamentos que podem ser usados, eventualmente, são os protetores da mucosa gástrica, como o sucralfato, por exemplo.

Algumas orientações

• Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.

• Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.

• Evitar os famosos “fast-foods”.

• Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.

• Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.

• O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.

• Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.

Em que diferem as doenças dos idosos daquelas dos jovens?

Postado em 27 July - 2010 em Saúde do Idoso | Deixe um Comentário »

Algumas características das doenças dos idosos são essencialmente diferentes daquelas dos indivíduos jovens.

A primeira condição a ser considerada é a multiplicidade de doenças que coexistem no idoso. Dada a progressiva perda funcional, diversos órgãos e sistemas podem apresentar alterações que se vão se somando em diversas doenças crônicas ao mesmo tempo, situação que deve ser sempre considerada pelo médico que vai tratar a pessoa idosa. Assim, um jovem com pneumonia ao procurar o médico geralmente tem só pneumonia, a qual, tratada, resolve o problema do paciente; já um idoso com pneumonia, freqüentemente têm associados problemas como diabete melito, hipertensão, artrose, problemas coronários, etc. Assim, ao diagnosticar e tratar da pneumonia o médico não pode esquecer de todas estas outras doenças concomitantes e de como o diagnóstico de uma pode interferir com o das outras e o tratamento de uma pode interferir nas demais. Sabe-se atualmente, do ponto de vista estatístico, que um paciente, acima dos 65 anos de idade, ao procurar o médico, tem, em média, 3 doenças diferentes. É do próprio conhecimento popular esta multiplicidade de doenças. Todos conhecemos idosos que têm diabete, hipertensão e artrite ou varizes, bronquite e angina e assim por diante.

A segunda condição a ser considerada refere-se à mudança na manifestação das doenças. Devido às alterações orgânicas do envelhecimento e à multiplicidade de doenças coexistentes, as manifestações mais comuns das diversas doenças são totalmente diferentes no jovem e no idoso. Assim, um infarto do miocárdio no adulto jovem ou de meia idade manifesta-se geralmente por uma forte dor no peito, eventualmente irradiada para braço esquerdo ou costas; já no idoso o infarto pode aparecer, e freqüentemente aparece, sem dor, sendo suas manifestações mais comuns a confusão mental ou falta de ar que apareça de maneira súbita; as infecções podem se manifestar sem febre, porem com confusão mental aguda; problemas abdominais como uma apendicite ou uma inflamação de vesícula aparecerem sem resistência à palpação do abdome. Como é fácil entender, estas diferenças podem muitas vezes tornar difícil, principalmente para os profissionais que não estejam acostumados a tratar idosos, fazer o diagnóstico imediato dos problemas do paciente idoso, o que pode vir a atrasar um tratamento necessário.

A terceira condição refere-se àquelas doenças que são, efetivamente próprias do indivíduo idoso. Assim como na criança observamos uma prevalência maior de diversas doenças, que por este motivo, são chamadas doenças próprias da infância, como o Sarampo, a Catapora, a Coqueluche, etc., o envelhecimento traz consigo uma maior chance de aparecimento de algumas outras doenças, que serão comentadas no decorrer deste trabalho, como os problemas vasculares, arteriais ou venosos; a osteoartrose, a osteoporose, os problemas cerebrais referentes à memória, as alterações do equilíbrio e da marcha e outros, que poderiam assim ser chamadas doenças próprias do envelhecimento, na medida em que refletem o desgaste dos diversos órgãos já anteriormente referidos.

Acnes

Postado em 26 July - 2010 em Saúde da Adolescente, Saúde do Adolescente | Deixe um Comentário »

Acne

A acne é uma alteração da pele caracterizada por pequenas manchas com ponta preta (cravos), esbranquiçada ou até inchada e vermelha.aparecem no rosto, pescoço, ombros e costas. Geralmente acometem adolescentes e adultos jovens. Em alguns casos a acne ou suas cicatrizes persistem na idade adulta. A acne é causada pelo entupimento dos dutos das glândulas produtoras de óleo da pele por secreções e bactérias. Os fatores que contribuem para o aparecimento da acne são:

  • Mudanças hormonais durante a adolescência.
  • Alterações nos níveis hormonais no período pré-menstrual ou na gravidez.
  • Uso de maquiagem oleosa ou pesada.
  • Estresse emocional.
  • Suplementação alimentar que contenha iodo.
  • Presença de óleo ou carvão no ar.
  • Pressionar o rosto ao dormir sempre do mesmo lado ou descansar a cabeça apoiada nas mãos.
  • Uso de medicamentos como esteróides, anticonvulsivantes, lítio e anticoncepcionais orais.

A maioria dos casos de acne pode ser tratada com autocuidados. Quando não forem suficientes, um médico poderá prescrever medicamentos específicos.

Perguntas a fazer

A sua acne é muito intensa ou você apresenta sinais de infecção como febre e inchaço? – sim? Vá ao médico! – Não? use o autocuidado!
As espinhas são grandes e dolorosas? – sim? Vá ao médico – Não? use o autocuidado!
Você adotou as medidas de autocuidado mas isso não eliminou o problema ou até piorou? – sim? Vá ao médico – Não? use o autocuidado!

Dicas de autocuidado

O tempo cura a maioria dos casos de acne juvenil, porém alguns casos necessitam de medicamentos e da eliminação dos fatores causais envolvidos.

  • Mantenha a pele limpa. Use uma toalha limpa cada vez que lavar o rosto. Passe o sabonete no rosto suavemente por 1 a 2 minutos e enxágüe bem.
  • Tente usar uma loção adstrigente, lenços que retiram oleosidade ou esponja facial.
  • Solicite ao seu médico o nome de um sabonete contra acne.
  • Não esprema, arranhe ou fure as espinhas. Elas podem se infectar e deixar cicatrizes.
  • Use uma loção ou creme com peróxido benzóico. Siga as instruções.
  • Lave o rosto após exercícios ou após suar.
  • Lave os cabelos pelo menos duas vezes por semana e mantenha-o afastados do rosto.
  • Para homens: enfaixe o rosto com uma toalha umedecida e morna antes de barbear-se. Isso torna a barba mais macia. Sempre barbeie-se no sentido em que o pêlo cresce.
  • Não exponha ao sol por muito tempo. Não faça bronzeamento artificial.
  • Use somente maquiagem à base de água. Não use cremes, loções ou maquiagens oleosas.

http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/saude_teen/acne.asp

Anabolizantes

Postado em 25 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

Alerta aos usuários de academias: Suplementos e anabolizantes são pura DROGA

Pelo que estamos vendo, em dezenas de academias e por parte de alguns treinadores pessoais (de gente famosa), cresce a terrível moda do uso de anabolizantes e pior ainda, dos “inocentes” suplementos vitamínicos estrangeiros, chamados de termogênicos (não autorizados pela Vigilância Sanitária) ou estimuladores para emagrecer tais como: XENADRINE, RIPPED FUEL, entre outros, em cujas fórmulas encontramos substâncias estimulantes (bombas) como hormônio de tireóide, anfetaminas, cafeína e efedrina, chamadas por inocentes apelidos de ervas chinesas (exemplo: Ma Huang!!!). Esses tais suplementos cheios de vitaminas etc, além de inúteis do ponto de científico, pois temos vitaminas numa alimentação balanceada, estão misturados às citadas bombas estimulantes, causando mesmo em pessoas sadias, crises de aceleração do ritmo cardíaco (taquicardias); falhas nos batimentos do coração (extrassistoles) e angina ou dor no peito. Alguns “treinadores e os técnicos esportivos” que evidentemente não tem conhecimento científico, estão proibidos de indicar medicamentos ou até orientar dietas para fortalecimento ou de emagrecimento! São conhecidos pela maiorias dos freqüentadores de academias e de parques (Independência, Ibirapuera, Aclimação etc) os tais “professores de musculação” e amigos da academia, que sugerem com a maior “cara de pau” tomar os suplementos que não vai haver problema!!! Pessoal CUIDADO com eles. Devemos lembrar ainda que essas substância são consideradas dopantes (doping) no esporte oficial e as anfetaminas são drogas proibidas pela legislação.

O que são anabolizantes (“bombas”)

Temos entre outras a nandrolona injetável, dihidrotestosterona e muitas outras. Essas substâncias foram descobertas no após segunda guerra mundial e foram usadas para recuperar as vítimas dos campos de concentração, que estavam caquéticas / desnutridas. O seu uso médico nos pós-operatórios de grandes cirurgias, servindo para uma mais rápida recuperação e principalmente para ganho de força muscular e melhora do estado geral, foi intenso. Aí é que entrou o lado “tirar vantagem” do ser humano. Atletas descobriram essa qualidade e passaram a usa-las para aumentar a o volume de e a força muscular, com isso favorecendo esportes de força e de explosão. Nas academias dezenas de freqüentadores as usam, inclusive, na formulação veterinária pela sua maior quantidade em miligramas por unidade!!!

Alguns danos causados à saúde: grande elevação dos níveis de gorduras, principalmente das fração LDL-colesterol e uma outra gordura também de alto risco, os triglicérides. Na Seção Médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia tivemos alguns atletas de levantamento de peso, com menos de 30 anos de idade, usuários por muitos meses de anabolizantes, apresentando o diagnóstico de Infarto do Miocárdio, Hipertensão Arterial e Obesidade. Na literatura mundial de cardiologia estão descritas até mortes por infarto do miocárdio em jovens, provocadas pelo uso de anabolizantes. Mesmo o uso por pouco tempo de doses acima do recomendado, eleva o risco de câncer de fígado, dos testículos e dos ovários, além de impotência sexual, aparecimento de obesidade gonadal, mudança definitiva nas características masculinas ou femininas da voz, aparecimento de barba e pêlos anormais nas mulheres, entre outras reações indesejáveis. A maioria dos usuários nega o uso de substância ou de outras drogas, mas um ganho excepcional de massa muscular leva a desconfiar, pois não é possível conseguir um trabalho físico de puxar ferro (musculação) intenso, até aquele exagerado mesmo, uma exagerada hipertrofia muscular.

Fonte: Nabil Ghorayeb – Cardiologistanghorayeb@terra.com.br
Site: http://www.cardiol.br

terapia com a internet

Postado em 24 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

A internet usada como tentativa de conter e lidar com os conflitos e angústias do ser humano

A Internet é instrumento necessário para a implantação e continuidade da sociedade globalizada. A globalização é uma proposta sócio-política-econômica para dar continuidade às organizações das diferentes sociedades, uma vez que os antigos modelos esgotaram-se. Traz a idéia de podermos pertencer a uma comunidade global, com um aparente congraçamento entre as diferentes sociedades, etnias, culturas, religiões e economias, tentando esvaecer as diferenças. Para que isso possa ocorrer, é imperativo haver uma forma de comunicação eficaz e instantânea de comunicação entre o mundo todo. No Pentágono americano havia uma forma de comunicação entre seus membros através de uma rede de computadores interligados. Esta rede foi ampliada, nascendo assim a Internet, rede mundial de comunicação eletrônica.

A Internet possibilita comunicação rápida e fácil, o intercâmbio entre diferentes culturas e acesso quase ilimitado à informações. Neste sentido, é formada por máquinas – computadores – que se comunicam e um vasto banco de dados. Uma tecnologia que também aumenta a possibilidade de nos aproximar de pessoas que, de outra forma, provavelmente, seriam inatingíveis, podendo ampliar nosso mundo relacional real; permite um desenvolvimento cada vez mais aprimorado das pesquisas científicas, trazendo conhecimento e aplicações inestimáveis para as diferentes áreas de saúde, além de estimular recursos pessoais antes não explorados. Neste encontro, vou tentar aprofundar uma maneira especial de utilizar este arranjo tecnológico: usá-lo como se fosse um mundo relacional entre pessoas, vivido como se ocorresse na realidade real.

Todos nós, em maior ou menor grau, em diferentes momentos de vida, já imaginamos habitar um lugar onde não houvesse exigências e responsabilidades, o amor fosse incondicional, todas as pessoas seriam ilimitadas, bonitas, sem defeitos e perfeitas e, principalmente, todos os desejos seriam prontamente atendidos e satisfeitos. Este lugar idealizado e almejado denomina-se paraíso. Muitas doutrinas sociais, econômicas e religiosas já foram formuladas com o objetivo de atingi-lo, seja neste mundo ou em uma existência futura. Segundo esta linha de raciocínio, a vida terrena, a vida humana conforme a conhecemos e vivemos quotidianamente, seria o inferno. O que será que acontece para a vida ser assim sentida?

O desenvolvimento psíquico ocorre através da elaboração de experiências emocionais desde o nosso nascimento. Essas experiências acontecem primeiramente no contato interpessoal mãe – bebê, estendendo-se para o meio familiar e o de grupo. O ser humano busca o crescimento e desenvolvimento para se sentir autônomo, impulsionado por seus desejos, seu próprio desenvolvimento e necessidades biológicas e por exigências do mundo externo. Na busca do amadurecimento emocional, o homem descobre e trava uma luta sem trégua para atingir seu crescimento e durante este processo almeja repousar um pouco.

Durante o seu desenvolvimento, o ser humano tem de lidar com angústias cruciais: a angústia da sua finitude, a morte; a angústia por saber que precisa de outras pessoas, para satisfazer suas necessidades, que são independentes e autônomas dela, isto é a discriminação eu – outro, e a angústia de que não será satisfeito de acordo com seu desejo, ou seja a frustração. A cada momento de sua vida, a pessoa vive e reatualiza situações de conflitos onde estão presentes essas angústias. Para lidar com elas, o ser humano pode utilizar-se de sua mente que, operando sobre essas experiências, fornecerá um sentido afetivo à elas e à sua vida, através da simbolização. É desta maneira que o ser humano pode pensar a respeito dessas experiências e refletir sobre sobre si mesmo, o que o diferencia dentro da escala animal. Uma outra maneira, aparentemente mais fácil, de lidar com os sentimentos dolorosos inerentes ao existir humano é imaginar encontrar o paraíso, onde o pensar e refletir são desnecessários, porque só existe o prazer.

Sabemos que é próprio da pessoa tentar controlar aquilo que é intrinsecamente característico do ser humano, tentando livrar-se da percepção e consciência do que acontece consigo, uma vez que imagina que é devido à elas que sente dor mental. A modernidade nos oferece a Internet, entre outros, como instrumento possível de fuga da dor de existir e assim encontrar o repouso desejado durante a vivência das situações de conflito, isto é viver no paraíso. Ou seja, a Internet pode ser vista como o Éden moderno. Mas, como usar a Internet de tal maneira a ocupar o espaço de resolução dos conflitos emocionais?

Atualmente, os jogos eletrônicos e a realidade virtual freqüentemente substituem os espaços lúdicos interpessoais que possibilitam a experiência e a elaboração emocionais. Servem como substitutos da relação pessoa a pessoa, necessária para o desenvolvimento e enriquecimento psíquicos, tornando a vida humana parecer um jogo com um objetivo a ser atingido, onde se acerta ou erra, ganha ou perde, etc. As experiências humanas passam a ser dicotomizadas: certa ou errada, boa ou má, por exemplo, ficando, assim, mais fáceis de serem controladas. O contato humano se dá entre um ser humano e uma máquina tirando a riqueza emocional da relação interpessoal, mas as dores do viver e angústias são evitadas.

No mundo virtual tudo pode: não existem limites, finitude. Uma pessoa pode se apresentar a outra como gostaria de ser e de ser vista, ou se mostrar como a pessoa com quem se comunica quer que ela seja. São vistas e se mostram numa tela de computador, através da visão de palavras. A realidade virtual, assim, passa a ser a extensão do eu, aonde estão projetados todos os desejos e busca de satisfação e com a qual nos relacionamos e nos identificamos, podendo muitas vezes substituir a própria realidade. A discriminação eu – outro fica, portanto, debilitada. A vida passa a ser vivida como um jogo de videogame, ou num mundo de realidade virtual, onde o outro não existe, a não ser como extensão do eu, o outro que eu crio. Com a perda do sentido de separação eu – outro, as vivências de ausência e de falta podem ser dribladas. A realidade passa a ser substituída pela realidade virtual, a vida sendo vivida como uma ficção. No mundo virtual ficcional, a realidade vai se tornando cada vez mais ambígua, para poder conter dentro de si todas as diferenças como se fossem iguais. Ao tentar igualar as diferenças, o mundo nos resulta não problemático. A realidade virtual passa a ocupar o espaço da reflexão crítica, que antes era feita no relacionamento interpessoal. Evitando-se os sentimentos de separação, ausência e falta, o desenvolvimento psicoemocional do indivíduo fica obstruído.

Com o desaparecimento da discriminação eu – outro, ausência do sentimento de falta e a tentativa de driblar a vivência de limite, a mente funciona da mesma maneira que um músculo, como disse Bion, um psicanalista inglês contemporâneo, isto é, a mente passa a reagir aos intensos estímulos pronta e rapidamente, sem possibilidade de repercussão desses estímulos na esfera emocional. A mente perde a função de operar sobre as experiências emocionais e a vida psíquica passa a ser igualada ao funcionamento cerebral. Assim, a química presente no funcionamento cerebral comandaria o mundo emocional, e não mais a linguagem. O relacionamento interpessoal e a linguagem sendo ignoradas como estruturadoras do mundo psíquico reduzem a capacidade simbólica do ser humano, o que se contrapõe às concepções psicanalíticas de que o pensar só é possível na ausência do outro. Para isso, é necessário que o ser humano tolere ser diferente de todas as outras pessoas, reconheça suas características humanas e necessidades emocionais e possa se adequar à realidade para obter experiências prazerosas.

A Internet usada como lugar de resolução dos conflitos do viver serve para superficializar e banalizar o ser humano. Imaginando poder viver no paraíso da realidade virtual ficcional, a pessoa se empobrece enquanto ser humano, se desumaniza para não enfrentar a verdadeira experiência humana. Coloca-se num vazio, que se perpetua e se auto alimenta, trazendo sentimentos de isolamento e solidão. Do meu ponto de vista, apesar da dor psíquica, o interesse em viver deveria estar ligado ao respeito pelas qualidades constituintes do que é estar vivo, diferentemente de uma máquina ou um objeto inanimado, enriquecendo as pessoas, a sociedade e a cultura.

Fonte: Suely Gevertz. Psicóloga e psicanalista. Professora nos cursos “Atendimento em Orientação Familiar e Processos Psicoterapêuticos”, “O Desenvolvimento do Raciocínio Clínico na Prática Psicoterapêutica” e “A psicanálise na sociedade contemporânea”, do Instituto Sedes Sapientiae. Membro efetivo do Departamento “Formação em Psicanálise”, do Instituto Sedes Sapientiae. Coordenadora editorial da seção Psicanálise da revista “Viver Psicologia”, da Editora Segmento. Psicanalista pelo Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de psicanálise de São Paulo.

Siga os sete passos da nitromusculação e consiga resultados em tempo recorde

Postado em 23 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

Você demora um século até decidir fazer a matrícula na academia, mas depois de começar não vê a hora de sair por aí esnobando os músculos. O problema é que, nem sempre, o corpo colabora com o projeto de exibição, insistindo em retardar a resposta aos exercícios – e micar a azaração que você tinha previsto.
Para dar uma acelerada campeã no seu treino, descobrimos todos os truques usados pelo personal trainner Rogerio Delegredo, da academia Runner. A seguir ele ensina o que você deve fazer para puxar ferro e conseguir, em tempo recorde, que a mulherada note o seu esforço

1. Entre para o fã clube do espeto
Um bom churrasco vai passar a ser melhor amigo a partir de agora. Quem faz musculação, deve mandar bala no consumo de proteínas (carnes e laticínios, de uma maneira geral).
Isso porque são elas que atuam na formação do tecido muscular – se você é vegetariano, vale agendar uma consulta na nutricionista, para evitar uma dieta desequilibrada. “Praticantes de musculação precisam comer, diariamente 2 gramas de proteína para quilo corporal”, diz o professor da Runner. Numa pessoa sedentária, essa proporção cai para 1,4 grama para cada quilo.

2. Nunca treine de barriga vazia
Puxar ferro sem comer é uma das maiores bobagens que você pode fazer. “Durante o treino, temos uma necessidade maior de glicogênio (fonte de energia armazenada nos músculos”, afirma Rogerio. A dica dele é fazer um lanche leve, mas reforçado, antes de começar a maratona. Entre as boas opções estão as frutas e os pães (integrais, de preferência, pois rendem uma sensação de saciedade mais prolongada). “Já depois do treino, necessitamos de mais carboidratos, para repor o que foi gasto, e de proteínas, para recomposição muscular.

3. Nada de parar na primeira
Variar a carga ou o número de repetições a cada treino é fundamental para conseguir resultados mais rápidos. Antes de decidir entre uma coisa ou outra, vale ter clareza do que você pretende. “O músculo responde ao estresse de qualquer estímulo extra. A diferença é que, com maior carga, temos mais ganho de força. Já com mais repetições, aumentamos a resistência”, diz Rogerio.

4. Nem seus músculos querem saber de uma rapidinha
Ligar o piloto automático durante a musculação não ajuda em nada. Falta de concentração e rapidez exagerada comprometem a eficácia dos exercícios e estão entre os erros mais comuns identificados nas academias.

5. Livre-se do bafo. Você vai precisar respirar muito
A boa oxigenação acelera o metabolismo e, em conseqüência, turbina o rendimento do seu treino. Sobre o inspira-expira, nada de muita frescura. “O recomendado é apenas não ficar sem respirar durante a execução do exercício”, afirma Rogério.

6. Descanso de efeito bolha
Fazer musculação todos os dias é uma roubada, se você repetir exatamente os mesmo exercícios. “A musculatura precisa se recuperar da agressão que sofreu, e é essa recuperação que promove o aumento dos músculos,” explica o professor. Mas calma: se você já viciou no treino (ou na paisagem da academia), é só pedir ao instrutor que divida seu treino, colocando as séries de braços e pernas em dias intercalados, por exemplo.

7. Grandes na frente, por favor
Começar o treino trabalhando os grandes grupos musculares é uma estratégia simples para manter o pique e conseguir um visual impecável, nos mínimos detalhes . “Os grupos menores, além de entrarem em fadiga primeiro, são auxiliares dos maiores”, diz Rogerio.

Atenção com os anabolizantes
Se você já pensou em recorrer aos anabolizantes no desespero para bancar o Rambo, trate imediatamente de mudar de idéia. Esses medicamentos, usados sem orientação médica, são capazes de devastar o seu organismo – entre outros problemas, podem causar até impotência Ok, sabemos que tamanho impressiona. Mas uma performance que se preze também é fundamental – e nisso bomba nenhuma dá jeito. “Os anabolizantes (ou esteróides) conquistam muita gente, prometendo o ganho de músculos com menos esforço”, afirma a endocrinologista da equipe Dieta e Saúde, Márcia J. Kelman. “Só que eles causam muitas complicações, se usados de forma indiscriminada.”

A testosterona (hormônio masculino) é a matéria-prima desse tipo de medicamento, daí o desenvolvimento acentuado dos pêlos, da barba e da voz grossa entre quem resolve tirar o atraso da academia indo à farmácia. “Trata-se do que chamamos de efeito androgênico”, explica a nutricionista da equipe Dieta e Saúde, Erica Lopes. O crescimento dos músculos é chamado de efeito anabólico.

E haja visitinhas à drogaria para dar conta dos efeitos colaterais provocados pelo excesso de anabolizantes. “Redução da produção de esperma, impotência, infertilidade, aumento da próstata, dificuldade ou dor em urinar, calvície e crescimento irreversível das mamas estão entre alguns problemas possíveis entre os homens”, diz Erica.
Além disso, esses produtos aumentam a irritabilidade, o potencial agressivo (isso explica porque muitos “armários” de plantão costumam se meter em brigas), detonam a concentração e a memória, comprometendo o rendimento na escola e no trabalho. “Nos adolescentes, os esteróides ainda finalizam prematuramente o crescimento, deixando os jovens com estatura baixa para o resto da vida”, afirma Erica.

Outro lado Os esteróides também podem ajudar muita gente a recuperar a saúde, se forem usados da maneira adequada. “Entre seus efeitos benéficos, estão o tratamento de anemia, alguns tipos de câncer e atrofias musculares causadas por acidentes traumáticos”, explica a nutricionista da equipe Dieta e Saúde, Erica Lopes.

Dormir é a melhor forma de recuperar o corpo

Postado em 22 July - 2010 em Saúde | Deixe um Comentário »

Dormir bem pode fazer toda a diferença para ir bem numa prova, ser mais criativo no trabalho e cultivar uma memória de dar inveja. Isso é o básico que estudos sobre a importância do sono na vida das pessoas têm revelado. A questão crucial ainda é por quê.

“A privação crônica do sono pode ter consequências importantes. Quem dorme pouco geralmente apresenta irritabilidade, redução do desempenho, problemas de concentração, queixas de memória e fadiga”,  diz o neurologista Alexandre Machado, do Hospital Santa Paula (SP). “A insônia inclusive aumenta significativamente o risco de acidentes domésticos, de trabalho e de trânsito, devido à alteração do estado de alerta e à desatenção”.

Até hormônios

Machado afirma que, apesar de a função do sono nos seres humanos não estar totalmente esclarecida, dormir bem está relacionado à recuperação física, à secreção hormonal, aos processos de consolidação de memória e ao bom funcionamento intelectual.

Nos Estados Unidos, de acordo com a National Sleep Foundation, a falta de sono adequado faz com que mais de um terço dos americanos adultos esteja sofrendo de doenças que poderiam ser evitadas. No Brasil não é diferente. De acordo com o neurologista, as queixas de insônia são mais frequentes entre as mulheres – principalmente divorciadas, viúvas ou separadas – e aumentam com a idade. Estudos indicam que a insônia parece ser mais comum também entre pessoas com problemas financeiros.

Na opinião do doutor Alexandre Machado, outra causa da falta de sono é a ingestão de medicamentos ou doenças, mas geralmente está associada a hábitos que precisam ser alterados. “Casos mais graves podem ser tratados com medicamento, mas algumas mudanças simples podem restaurar o sono e a saúde”.

O especialista aponta cinco dicas simples para dormir bem e garantir mais saúde:

1. Antes de ir para a cama, escreva tudo o que precisa fazer de importante no dia seguinte. Assim, você evita perder seu precioso tempo na cama enumerando as atividades que terá de fazer depois.

2. Delegue tarefas. As pessoas mais próximas podem não fazer tudo tão bem quanto você, mas respire fundo e agradeça a ajuda delas.

3. Acostume-se a utilizar serviços da internet, como pagar contas, fazer supermercado ou comprar presentes. É mais prático e você evita uma série de desgastes, como o trânsito, os problemas de estacionamento e as filas.

4. Tire a TV do quarto! Essa é uma tentação que compromete o sono de qualquer um.

5. Evite ingerir café, chá mate, refrigerantes e bebidas alcoólicas à noite. Prefira chá de erva cidreira ou hortelã.