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Como identificar e lidar com atrasos no desenvolvimento infantil

Os pais sempre querem o melhor para seus filhos, isso inclui vê-los se desenvolvendo da maneira mais adequada, crescendo saudáveis e felizes

30 de agosto de 2023
Última atualização: 30 de agosto de 2023
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Tempo estimado de leitura: 11 Minutos

O atraso no desenvolvimento neuropsicomotor infantil ocorre quando a criança não alcança certas habilidades esperadas para casa fase da vida. Esses marcos do desenvolvimento estabelecem o progresso que as crianças devem atingir durante o crescimento.

Quando surge alguma dificuldade durante esse processo, os pais devem se atentar aos sinais dados pela criança, mesmo se forem bebês, e assim procurar um diagnóstico realizado por um profissional.

Para ajudar a esclarecer sobre como identificar os sinais e lidar com essa situação, leia este artigo muito especial que vai abordar vários aspectos importantes para a vida da sua família.

Um homem de barba está sentado brincando com um bebê. Há vários brinquedos espalhados pelo chão.

Assim que o bebê nasce, os pais já ficam ansiosos pela sua evolução, os primeiros passos e as primeiras palavras. Chegam até a compará-los com outras crianças conhecidas ou começam a pesquisar sobre a idade certa para cada ação.

Quando algo previsto não acontece, surge a preocupação de que alguma coisa errada possa estar acontecendo e começa aí a busca pelo diagnóstico, a fim de saber se há um atraso considerado normal ou se precisa da intervenção de um profissional.

É fato que cada criança tem o seu tempo para aprender e se desenvolver, e nem tudo é sinal de uma situação mais grave, às vezes, pode ser apenas falta de estímulo. Contudo, se algum indício chamar a sua atenção ou de alguém que convive com a criança, mesmo quando ela é estimulada, é preciso investigar mais a fundo.

 

O que causa o atraso?

Alguns fatores são responsáveis por um possível atraso no desenvolvimento das crianças. É preciso que os pais ou responsáveis, assim como todas as pessoas ao redor, fiquem atentos aos sinais no comportamento delas. Dessa forma, as crianças terão todo suporte necessário e, então, vão conseguir se desenvolver da melhor forma dentro das suas características.

Os atrasos podem acontecer devido a um parto prematuro, Síndrome de Down ou autismo, transtornos de estresse pós-traumático, infecções graves, traumas neurológicos, entre outras causas. Problemas de visão ou motores, além da dificuldade para falar também podem ser motivos de atrasos no desenvolvimento infantil. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor para a evolução da criança. Se for uma questão neurológica, o especialista poderá prescrever o tratamento mais adequado.

Alguns sinais de atraso no desenvolvimento infantil apresentados pelas crianças são:

-Hipotonia (diminuição do tônus muscular);

-Dificuldade de sustentar a cabeça aos 3 meses;

-Não conseguir se sentar sozinho até os 6 meses;

-Dificuldade para engatinhar antes dos 9 meses;

-Não andar sozinho antes dos 15 meses.

 

Outros sinais para se atentar

Além das habilidades citadas no tópico acima, que trazem uma dimensão de como a criança deve se comportar em determinada fase, outros sinais podem surgir e são um alerta:

-Falta de contato visual;

-Ignorar quando chamado pelo nome até os 18 meses;

-Não entender instruções simples até os 2 anos;

-Ao olhar para outra pessoa, a criança não sorri, até os 18 meses;

-Não expressar necessidades básicas como fome ou frio até 3 anos.

 

Como estimular o desenvolvimento do bebê

Aqui vão algumas dicas de como ajudar seu pequeno a evoluir pouco a pouco e desenvolver as habilidades de maneira saudável, sem forçar ou estressá-las.

1. Conte histórias simples, narre fatos do dia a dia. A cadência, o ritmo da leitura, entonação e tom de voz incentivam a imaginação, a criatividade e o desenvolvimento da linguagem.

2. Ouvir música desde a gestação é muito saudável. As canções auxiliam o desenvolvimento neurológico, além de estreitar os laços afetivos ao proporcionar momentos agradáveis entre mamãe e bebê.

3. Dance com o bebê. Quando estiver com a criança nos braços, dance, faça movimentos suaves e livres, isso vai estimular a coordenação, o ritmo e o raciocínio do pequeno, além de ser muito divertido.

4. Incentive movimentos livres que contribuem para o fortalecimento muscular e a coordenação motora. O bebê deve explorar seu próprio espaço. Deixe-o se movimentar livremente em um tapete adequado no chão, na grama ou na areia. Se for uma criança maior, pode ter contato com a natureza em atividades ao ar livre.

5. Explore os estímulos sensoriais por meio de brincadeiras que envolvam os sentidos (audição, visão, tato, olfato e paladar), além do equilíbrio. Dessa forma, as crianças vão desenvolver a aquisição de habilidades. Esses estímulos também acontecem com brinquedos próprios para essa finalidade, ou podem ser facilmente encontrados no ambiente familiar, quando a criança entra em contato com sons, texturas, cheiros e cores diferentes.

 

A importância de procurar ajuda de um especialista

Ao notar que a criança precisa de acompanhamento, não hesite em buscar ajuda; quanto mais cedo, melhor. Os problemas neurológicos podem fazer com que ela enfrente muitos desafios diariamente.

Contudo, isso poderá ser minimizado se tiver o tratamento e acompanhamento adequados, proporcionando bem-estar e qualidade de vida para os pequenos.

 

Quais os tipos de tratamento mais adequados?

Cada caso é único e ninguém melhor que o especialista para orientar quanto à melhor terapia médica para o seu bebê especificamente. No entanto, para atrasos de desenvolvimento neuropsicomotor é indicada uma equipe multidisciplinar de especialistas com fisioterapeuta, psicólogo, ortopedista, oftalmologista, neuropediatra terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo e terapeuta comportamental, que farão a aplicação dos estímulos para o desenvolvimento ideal das habilidades.

É essencial que o pediatra que faz o acompanhamento do bebê sempre esteja atento ao comportamento da criança para perceber possíveis atrasos. Para isso, faz-se testes específicos, o mais comum é o Teste de Denver.

 

Transtorno do Espectro Autista

O autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) não tem sua causa totalmente conhecida, mas estudos mostram que tem predisposição genética ou pode ocorrer no crescimento do feto. Nele há desordens do desenvolvimento neurológico.

Os primeiros sinais do TEA surgem já na infância e persistem por toda a vida. Algumas características da pessoa dentro do espectro são o déficit na comunicação ou interação social, incluindo a reciprocidade socioemocional, além das linguagens verbal e não verbal. Outra particularidade atribuída é o padrão restritivo e repetitivo de comportamento, incluindo a repetição de movimentos, o hiperfoco e a hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais.

Embora todas as pessoas autistas apresentem essas dificuldades, cada uma será afetada em intensidades distintas, tendo suas peculiaridades e tornando-a única.

É muito importante que a criança tenha o diagnóstico para receber o suporte adequado e personalizado a sua necessidade. Para isso, um acompanhamento multidisciplinar é imprescindível e, dessa forma, alguns “sintomas” serão amenizados, melhorando a qualidade de vida tanto do autista quanto daqueles que estão ao seu redor.

 

Diferentes níveis de suporte

Embora dentro do espectro, cada pessoa tem suas particularidades, que estão divididas em níveis de suporte para que cada um receba o acompanhamento adequado à sua necessidade.

Nível 1 de suporte ou Leve:

As pessoas são relativamente independentes e autônomas nas questões do cotidiano, por isso não precisam de muita ajuda. Considera-se um nível leve.

Além disso, conseguem mostrar habilidades variadas e disfarçar inclusive algumas características do autismo, passando despercebido e dificultando o diagnóstico. Algumas pessoas só recebem esse diagnóstico na vida adulta.

Nível 2 de suporte ou Moderado:

Neste nível as pessoas têm dificuldade moderada em comparação ao nível 1. Elas precisam de mais auxílio no dia a dia, mais terapias e mais apoio no que se refere à socialização.

Segundo o site do Instituto Federal da Paraíba, IFPB, os autistas nível 2 de suporte também “podem apresentar nítida dificuldade de comunicação verbal e não verbal, atraso de fala, uso de sentenças incompletas e fala descontextualizada”.

O indivíduo requer maior apoio em todos os contextos, inclusive na vida escolar, pois tem dificuldade de aprendizagem.

Nível 3 de suporte ou Severo:

Pessoas do nível 3 apresentam maiores comprometimentos, como na fala e comunicação e interação social limitada; elas tendem a se isolar e apresentam comportamentos repetitivos graves.

Precisam de terapias, acompanhamento de especialistas e muito apoio, ainda assim, têm pouca autonomia.

 

Retomando os pontos principais

Embora não haja cura para o atraso de desenvolvimento infantil, as terapias direcionadas à necessidade específica vão auxiliar, pois são muito eficazes nessa ajuda para as crianças.

Se o bebê ou a criança apresentar qualquer tipo de problema cognitivo ou deficiência, isso não fará com que ela se torne menos maravilhora e merecedora de carinho, afeto e amor do que as crianças sem deficiência. O essencial é fazer o diagnóstico precocemente para proporcionar qualidade de vida.

Às vezes, não há um problema, somente uma característica ou peculiaridade da sua personalidade e a criança só precisa de um pouco mais de tempo.

Seja qual for o seu caso…

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    Informações do autor

    Adriana Lima

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