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Diferenças entre HIV e Aids – Esclareça suas dúvidas

Segundo relatório do UNAIDS, casos de contaminação cresceram na América Latina e acendem alerta sobre os cuidados e a prevenção necessária.

01 de dezembro de 2022
Última atualização: 28 de dezembro de 2022
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Diferenças entre HIV e Aids – Esclareça suas dúvidas
Tempo estimado de leitura: 13 Minutos

Em 2021, cerca de 650 mil pessoas morreram de causas relacionadas à AIDS e, entre 2010 e 2021, houve um crescimento de 5% de infecções, segundo o Relatório UNAIDS Global AIDS Update 2022, programa conjunto da Organização das Nações Unidas – ONU. Em 2013, o Brasil criou diretrizes e recomendações que incluíam o acompanhamento e tratamento de pessoas infectadas no programa de Atenção Primária à Saúde – APS oferecido pelo SUS.

Segundo o Grupo de Incentivo à Vida – GIV, foi descoberto que o vírus causador da AIDS veio através dos Chimpanzés na África, sendo que eles foram contaminados por outra espécie de macacos. O vírus SIVcpz, que causa doença semelhante aos animais, evoluiu para o HIV-1 em humanos pelo consumo da carne dos chimpanzés. Ele ataca o sistema imunológico, deixando-o vulnerável a outras doenças.

Os primeiros casos positivos para o vírus ocorreram no Brasil em 1982 e havia muito estigma sobre a doença, pois a maioria dos infectados eram homens gays. Em 1990, estima-se que mais de 8 milhões de pessoas tenham contraído o vírus no mundo. Grandes artistas como Cazuza, Fred Mercury e Renato Russo foram personalidades que levantaram mais ainda a questão sobre a doença e a necessidade de se cuidar.

Os principais sintomas incluem febre alta constante, falta de apetite e tosse persistente, pode ser adquirida ao compartilhar itens de cuidado pessoal com outras pessoas infectadas e durante a gestação, de mãe para filho, conhecida como “contaminação vertical”. É importante ressaltar que ter o vírus do HIV é diferente de ter AIDS, saiba mais sobre no decorrer deste conteúdo.

 

O que é HIV?

Conhecido como vírus da imunodeficiência humana, o HIV é um retrovírus, classificado na subfamília dos Lentiviridae. Ele ataca o sistema imunológico, sendo que os linfócitos T CD4 + são as células mais atingidas, que alteram o DNA e faz com que o vírus se replique, rompendo os linfócitos e expandindo a infecção pelo corpo.

O HIV é apenas o vírus que pode não se desenvolver para a AIDS e nem apresentar sintomas, mas é transmissível, por isso é preciso manter o alerta. Os primeiros sintomas podem ocorrer em cerca de três a seis semanas após a exposição ao vírus.

 

Primeiros sintomas do HIV

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe e podem aparecer em algumas semanas após a suspeita de contaminação. Eles podem desaparecer rapidamente, sem o surgimento de outros com gravidade.

O vírus pode ficar adormecido por até 10 anos, enquanto isso ele está se multiplicando silenciosamente e pode se transformar na síndrome da imunodeficiência adquirida – AIDS, dando abertura a infecções oportunistas.

Os sintomas iniciais são dor de cabeça, febre baixa, cansaço excessivo, garganta inflamada, dor nas articulações, aftas ou feridas na boca, suor excessivo noturno e diarreia. Por isso, é recomendado realizar o teste logo após alguma situação suspeita de exposição ao vírus para que possa ser inserido o tratamento com o coquetel de medicamentos.

Não há diferença entre os sintomas para homens ou mulheres, depende do sistema imune de cada pessoa para desenvolver os sinais da doença e suas gravidades. 

 

As diferenças entre HIV e Aids

 

O HIV é um retrovírus transmitido através do contato com fluidos corporais como sangue, leite materno e sêmen, podendo ser controlado com o tratamento com coquetéis de remédios. Já a AIDS é a evolução do HIV, pode ser desenvolvida dependendo do cuidado e controle da replicação do vírus no organismo.

Como ela atinge o sistema imunológico, ele fica mais vulnerável a outras infecções que debilitam o paciente com o tempo. O indivíduo perde bastante peso e agravam os sintomas iniciais da patologia.

Considerado como uma pandemia, foi estipulado um prazo até 2030 para que os órgãos de saúde e cada país conseguisse controlar a doença, porém, com o aparecimento do covid-19, essa evolução foi paralisada, havendo um retrocesso nos últimos dois anos.

Segundo o Painel Prep, do Ministério da Saúde, cerca de 39% das pessoas abandonaram o uso de Profilaxia Pré-Exposição, conhecida como PrEP, esse número representa mais de 24 mil pacientes. É um método indicado para pessoas que tenham maior exposição ao vírus do HIV, por exemplo, trabalhadores (as) do sexo, pessoas trans, gays e homens que fazem sexo com outros homens. 

Esse tratamento é a combinação de dois medicamentos, sendo eles tenofovir + entricitabina, “que bloqueiam alguns ‘caminhos’ que o HIV usa para infectar o organismo”, segundo o site do Ministério da Saúde.

 

HIV e Aids podem ser confundidas com outras doenças?

Sim, nos estágios iniciais os sintomas são de um resfriado comum, como dor de cabeça, febre que pode durar apenas um dia, dores no corpo e diarreia. Por isso, é importante a realização do teste de HIV para descartar outros problemas e iniciar brevemente o tratamento que pode lhe garantir melhor qualidade de vida, em caso de resultado positivo.

O SUS disponibiliza 2 tipos de kits de autoteste gratuitos. Um é realizado pela saliva, coletando conteúdo para analisar o resultado e o outro é realizado através do sangue. Você pode conferir no site do Ministério da Saúde as formas de realizar o autoteste, bem como as unidades do Sistema Público de Saúde em que há os kits disponíveis para retirada.

  

O que é Aids?

Como citado anteriormente, a síndrome da imunodeficiência adquirida – AIDS é desenvolvida por meio da infecção pelo HIV, quando não se tem cuidado precocemente. Ela enfraquece o sistema imune, dando margens a infecções frequentes como pneumonia e tuberculose. Além disso, pode ser desenvolvido alguns tipos de câncer como linfoma não Hodgkin.

O desenvolvimento da AIDS após o contágio pode ocorrer em cerca de 10 anos. Mas também pode nunca ocorrer devido ao tratamento iniciado precocemente ou mesmo pela defesa do próprio organismo.

A transmissão do vírus acomete cerca de 68% dos homens e 32% das mulheres. A maioria em pessoas de 20 a 34 anos de idade (52,5%), segundo dados da Unaids.

 

Primeiros sintomas da Aids

Os sintomas são os mesmos do HIV, porém, mais graves como febre alta constante, suores noturnos frequentes e manchas vermelhas na pele. Além disso, outros são a dificuldade para respirar, tosse persistente, manchas brancas na língua e boca, feridas na região genital e perda de peso.

É importante realizar anualmente um check-up para saber como anda seu corpo. Essa rotina garante que você descubra problemas de saúde iniciais e possa tratá-los o quanto antes.

 

Como ocorre a transmissão do vírus?

Um dos modos de transmissão do vírus é compartilhar itens de cuidado e higiene pessoal com outras pessoas infectadas. Além disso, as principais formas são no sexo vaginal ou anal sem o uso de camisinha como preservativo para evitar tanto a transmissão do HIV como de outras ISTs.

Além do mais, o compartilhamento de seringas como estúdios de tatuagem, em hospitais que não realizam o cuidado necessário para descartar os produtos utilizados. Os profissionais da beleza que não esterilizam devidamente os equipamentos após o uso, também demonstram um grande risco.

A transfusão de sangue contaminado também é uma das formas de se contaminar. Antes de realizar uma doação, o laboratório faz diversos testes no sangue coletado para que ele seja repassado de forma segura.

Pode ocorrer também a contaminação vertical, passada de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação.

 

Formas de prevenção do HIV

Utilize preservativos durante o sexo com seu parceiro (a), sendo durante o ato vaginal, anal ou oral. Evite compartilhar itens de higiene pessoal e exija ver todos os procedimentos ao realizar uma tatuagem, piercing e procedimento de beleza ou estético. Certifique-se de que os produtos usados são descartáveis e retirados da embalagem no momento de realizá-los.

Todos os profissionais precisam cuidar dos seus produtos e clientes, garantindo sempre a segurança deles.

É importante ressaltar também que beijo no rosto ou boca, suor, lágrimas, aperto de mão, compartilhar locais públicos não transmitem o vírus do HIV. Pode ocorrer a transmissão, de forma muito rara, em beijos de língua em que há feridas em ambas as bocas.

Qual é o tratamento para Aids e HIV?

A cobertura para o tratamento é maior para as mulheres. Apesar de disponibilizar testes em massa, os esforços para avançar contra a patologia ainda são insuficientes, segundo a ONU.

Na América Latina, apenas o Brasil disponibiliza kits de autoteste por meio dos serviços públicos e privados. O tratamento é realizado com medicamentos antirretrovirais que são distribuídos pelo SUS, que tem enfrentado problemas com a falta da medicação.

Antigamente, eram usados cerca de 10 a 15 comprimidos para o tratamento, mas hoje, geralmente, são utilizados cerca de 3 fármacos. O medicamento ZIDOVUDINA, mais conhecido como AZT, foi um dos primeiros a serem comercializados.

O “coquetel” disponibilizado para os soropositivos diminui a carga viral, impedindo que outras pessoas sejam infectadas. Os remédios mais utilizados pelo SUS são: Etravirina, Tipranavir, Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz. Outros podem ser incluídos, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde.

Em 2001, foi discutida a quebra de patentes com os laboratórios fabricantes de medicamentos retrovirais, visando a redução dos preços. Os fármacos eram exportados dos Estados Unidos e distribuídos pelo SUS, mas, houve reações contrárias à decisão e ela não avançou. Porém, a iniciativa levou à redução de 60% no valor dos medicamentos e, em 2007, a primeira patente foi quebrada.

Além disso, são recomendadas visitas ao médico e exames frequentes, para verificar a carga viral e a imunidade. No início, esse acompanhamento tem um período menos espaçado de tempo. E, após o médico concluir que o paciente se adaptou às medicações, esse tempo pode aumentar para cada 3 a 6 meses por ano. Os efeitos colaterais podem incluir enjoos e dor no estômago, que desaparecem ao decorrer da terapia.

 

Dia Mundial de Combate à AIDS

O Dia Mundial de Combate à AIDS é realizado em 1 de dezembro, uma forma de lembrar da doença como forma de prevenção e inclusão social dos contaminados. O tema da campanha de 2022 é “Equidade já”, que visa diminuir as desigualdades sociais que dificultam os avanços para a doença.

Representado pelo laço vermelho, presta apoio para as pessoas que vivem com HIV, dando voz às questões que elas enfrentam em suas vidas. A entidade envolvida é o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/SIDA – UNAIDS e em breve deve disponibilizar o material da campanha deste ano.

A luta tem o objetivo de ampliar o acesso à saúde dos principais grupos atingidos pela contaminação. Em 2021, o tema da campanha foi “Acabar com as desigualdades. Acabar com a AIDS. Acabar com as pandemias.”

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    Informações do autor

    Tatiane Pina

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