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Tratamento do câncer, avanços promissores no combate à doença

As novas formas de terapia que vêm sendo estudadas para tratar a doença, renovando a esperança de milhares de pessoas afetadas todos os anos

23 de agosto de 2023
Última atualização: 23 de agosto de 2023
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Tempo estimado de leitura: 19 Minutos

Ao longo dos anos, o tratamento de doenças evolui à medida que novas tecnologias surgem. Com isso, tratar de doenças genéticas, como o câncer, vem se tornando uma tarefa cada vez mais eficaz e promissora.

Neste artigo, traremos atualizações quanto às pesquisas  para o tratamento do câncer, além de entender como a doença funciona, medicamentos utilizados e a terapia empregada.

 

O que é o Câncer?

Imagem feita em computação gráfica com o objetivo de ilustrar como seriam as células cancerosas. Na imagem existem células com formatos esféricos, com núcleos vermelhos e revestidos por uma membrana translúcida. As células estão suspensas num espaço com fundo digital de cor azul e contornos escuros.

O câncer é o nome dado a um grupo de doenças genéticas caracterizadas pela formação de tumores malignos no corpo. Esses tumores, por sua vez, são o resultado da habilidade anormal que as células defeituosas têm de se multiplicarem rapidamente sem controle.

Essas partículas defeituosas, diferentemente daquelas presentes em tumores benignos, têm a capacidade de se espalhar pelo organismo, causando danos à saúde de órgãos à medida que destroem o tecido das células e comprometem a eficiência do corpo de substituir velhas por novas. 

 

Como o câncer se origina?

É por meio de alterações/mutações na estrutura do DNA presente nas células que a doença se faz presente. Todo organismo sadio contém instruções hereditárias em seu código genético que indicam sua função, como devem agir, crescer e se dividir. Quando existe uma irregularidade nessas informações, a célula em questão não executa parte de suas funções corretamente, podendo se proliferar e assim causar o câncer.

As alterações no DNA podem ocorrer em diversas partes do corpo e por fatores distintos, tanto internos quanto externos. Pressupõe-se que as causas externas estejam relacionadas com o ambiente, enquanto as internas decorrem de condições imunológicas, hormônios e, as já citadas, mutações genéticas.

 

Como o câncer funciona?

Em 50% dos casos de câncer, o gene TP53, um supressor de tumor localizado no cromossomo 17 do código genético das células, está alterado. Esse gene armazena a informação necessária para a produção da proteína p53, que é responsável pela manutenção do ciclo celular. 

Quando o gene TP53 é acionado em resposta a sinais de estresse celular, especialmente provocados por danos ao DNA (como quando causados pela radiação UV), ele dá a ordem de síntese da proteína p53, que induz a parada do ciclo celular, permitindo o reparo do DNA antes da progressão do ciclo e, em alguns casos, o processo de apoptose.

Caso esse mesmo gene passe por uma mutação, a proteína produzida com base nele também será defeituosa e não conseguirá realizar a apoptose. Consequentemente, as partículas defeituosas têm uma sobrevida e se recusam a morrer para dar lugar às células novas. Nessas circunstâncias, elas continuam se reproduzindo sem controle ao ponto de criar uma massa tumoral com cerca de 1 bilhão de alvéolos tumorais malignos, que invadem tecidos e órgãos, resultando em sua falência. 

A capacidade do câncer de se espalhar para outras partes do corpo, independentemente da distância entre onde ele se originou e para onde foi parar, recebe o nome de metástase. Isso acontece pela ação das células cancerosas que, quando entram no sistema circulatório ou linfático, têm acesso livre para outros órgãos.

 

Câncer no Brasil

De acordo com a Secretaria da Saúde, estima-se que hoje existam mais de 100 tipos diferentes de cânceres no mundo, que correspondem aos mais diversos tipos de células do corpo. No Brasil, os tipos mais frequentes são: o câncer de brônquios e pulmões, mama, próstata, estômago e cólon.

 

Taxa de mortalidade dos 5 tipos mais frequentes de câncer por 100.000 habitantes, entre 2016 e 2021

Ano

Brônquios e Pulmões Mama Próstata Estômago

Cólon

2016

10,89 6,55 5,27 5,82

4,30

2017

10,78 6,62 5,24 5,47

4,45

2018

10,72 6,73 5,10 5,47

4,45

2019

10,56 6,74 5,04 5,43

4,51

2020

9,95 6,46 4,77 4,82

4,26

2021

9,73 6,40 4,73 4,83 4,39

Fontes: MS/SVS/DASIS/CGIAE/Sistema de Informação sobre Mortalidade – SIM
MP/Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
MS/INCA/Conprev/Divisão de Vigilância


Segundo a página da Secretaria de Saúde do Governo do Estado do Paraná, hoje, algo em torno de 80% a 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas, como é o caso de mudanças no meio ambiente, os maus hábitos e comportamentos.

Dentre os possíveis fatores de risco que podem levar uma pessoa a desenvolver câncer, alguns hábitos se destacam:

  • – Tabagismo
  • – Alcoolismo
  • – Hábitos Alimentares
  • – Hábitos Sexuais
  • – Medicamentos
  • – Fatores Ocupacionais
  • – Radiação solar 

 

É válido ressaltar que um mesmo fator pode ser responsável pelo desenvolvimento de várias doenças, ao passo que uma mesma doença também pode ser ocasionada por vários fatores de risco.

Apesar do câncer se manifestar por um aspecto comum, que é o caso das mutações no DNA, cada um deles pode surgir por vários fatores de riscos, além de agirem e afetarem o corpo de uma forma diferente. Logo, para cada tipo da doença há um tratamento específico.

Um carcinoma, por exemplo, é o tipo mais comum entre os cânceres de pele, e se inicia na pele ou nos tecidos que revestem ou cobrem os órgãos internos, como mucosas. Dentre as técnicas de combate a este tipo de câncer, pode-se listar as modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas.

Em muitos casos, as técnicas de combate à doença e os tratamentos mais usados acabam sendo cirurgias, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal ou transplante de medula óssea.

 

O que mostram os estudos mais recentes sobre os avanços no tratamento do câncer

Atualmente, muito se discute a respeito de novos tratamentos para esta patologia que sejam mais eficazes e que tenham menos efeitos colaterais para os pacientes. 

Dentre as novas formas de tratamento que estão surgindo, pode-se incluir abordagens de terapia-alvo, terapia gênica, imunoterapia, terapia com células CAR-T (células T modificadas) e radioterapia de precisão. 

No artigo “Combate ao câncer: novos tratamentos são o foco de pesquisas na PUCRS”, a pesquisadora Fernanda Bueno Morrone, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida, afirma que:

“O objetivo dos tratamentos é eliminar o câncer ou controlá-lo por um período de tempo. Alguns fatores para definir a melhor estratégia incluem o tipo e estágio do câncer, a idade e o estado de saúde geral do paciente, bem como a presença de outras condições médicas […]”

Com o aperfeiçoamento dessas técnicas, muito do que conhecemos hoje como forma de tratamento da doença poderá ser substituído por alternativas menos prejudiciais aos pacientes. Melhorando e muito sua qualidade de vida.

 

As técnicas mais recentes apresentadas pelos profissionais para o tratamento do câncer

Veja agora algumas dessas novas formas de tratamento e como elas funcionam:

– Terapia-alvo

A identificação de um alvo preciso e específico pode ser determinante no tratamento de uma patologia, ainda mais quando se trata de uma doença metastática com a capacidade de se espalhar para as demais partes do corpo.

Essa é a ideia da terapia-alvo, um tratamento que consegue identificar o exato tipo de câncer de um paciente e assim desenvolver medicamentos capazes de atacar moléculas específicas relacionadas à doença.

Por meio de uma biópsia, as células cancerígenas são estudadas e os pesquisadores conseguem determinar as proteínas presentes nelas. Com isso, fica mais fácil identificar um medicamento que tem como alvo apenas a proteína que afeta as células do paciente, neutralizando-as sem causar danos às demais partículas.

Com o aperfeiçoamento desta técnica, tratamentos invasivos, como a quimioterapia, que causa danos a todas às células sem distinção, poderiam deixar de ser usados, pois a terapia-alvo provoca menos efeitos colaterais.

 

– Terapia gênica

A terapia gênica é um tratamento que consiste na indução de genes saudáveis no organismo. Chamados de terapêuticos ou de interesse, estes genes substituem, suplementam ou modificam outros que estariam inativos ou disfuncionais. 

A forma de tratamento pode ser empregada para tratar diversos tipos de doenças, como as doenças hereditárias e raras, multifatoriais e o câncer. Nos casos em que há somente um gene defeituoso, a terapia gênica tem maiores chances de tratar a doença uma vez que o tratamento pode focar nos fatores genéticos de predisposição ou gravidade.

Assim, essa técnica tem sido uma esperança no tratamento principalmente de cânceres hematológicos, como é o caso de leucemias e linfomas.

 

– Imunoterapia

A imunoterapia é uma nova forma de tratamento que demonstra sinais promissores no combate ao câncer.

Ela consiste em usar o próprio sistema imunológico do paciente para combater a doença, utilizando medicamentos para conferir mais eficiência e menos toxicidade ao organismo. 

Este ainda é um método que não possui eficácia em todos os pacientes. Mas, quando o sistema imune responde bem ao tratamento o seu efeito pode ser significativo e duradouro, pois ele passa por um aprimoramento em função da memória imunológica que desenvolveu contra o tumor.

Alguns dos principais tratamentos da imunoterapia usados hoje são: anticorpos monoclonais, vacinas contra o câncer e as células CAR-T.

 

– Terapia de Célula CAR-T

Outra forma de tratamento contra o câncer que vem ganhando espaço é a terapia feita com células CAR-T. 

Essa terapia visa coletar células T do sistema imunológico do próprio paciente (uma das principais partículas de defesa do organismo) e, por meio da reprogramação genética, ampliar suas capacidades.

Desse modo, as novas células agora são capazes de reconhecer um marcador específico do câncer presente nas tumorais, fazendo com que elas sejam atacadas e destruídas pelas células CAR-T. 

Esse é um tratamento de imunoterapia totalmente individualizado e personalizado visto que o “medicamento principal” acaba sendo o próprio sistema imune do paciente, com partículas de defesa extraídas de seu sangue.

 

– Radioterapia de precisão

Quando o assunto é tratar de uma doença numa parte localizada do corpo, a precisão é de extrema importância. Ainda mais tratando-se de uma região delicada.

A radioterapia de precisão é uma forma de tratamento que se caracteriza pela emissão de radiação em doses diárias com grande exatidão. Essa técnica trata as células do tumor e região doente com um sistema que foca a radiação num ponto em que ela é mais necessária.

Essa forma de terapia possui alguns sistemas que são utilizados para auxiliar na precisão, como é o caso da radioterapia guiada por imagem (IGRT), que possibilita a visualização do tumor ou da região doente antes de realizar a aplicação; e o método de intensidade modulada (IMRT), uma técnica que intensifica a dose de radiação no tumor, visando poupar o máximo de danos aos órgãos vizinhos.

O método terapêutico é capaz de diminuir a quantidade de sessões de radioterapia pela metade, aumentando o ganho terapêutico.

 

O SUS no tratamento do câncer – as mais recentes condutas

Como uma entidade universal e gratuita, o Sistema Único de Saúde – SUS, abrange desde atendimentos mais simples até as questões mais complexas, como o câncer. 

Dentro da rede SUS, um paciente com câncer tem acesso à assistência especializada e integral, podendo realizar diagnósticos, estadiamento e o próprio tratamento (Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer – Portaria Nº 868, de 16 de maio de 2013).

Desse modo, um paciente que recorra ao SUS tem até 60 dias a partir da emissão do laudo comprobatório da doença para iniciar seu tratamento, tendo direito a exames, medicamentos e internações de maneira totalmente gratuita. As terapias cobertas pelo SUS atualmente incluem: cirurgias, quimioterapia, radioterapia e o transplante de medula.

Após a confirmação, o tratamento deve ocorrer em estabelecimentos de saúde habilitados, como em: Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – UNACON ou nos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia – CACON.

Acesse: Onde tratar pelo SUS, e encontre os lugares da rede SUS mais próximos de sua localidade e que ofereçam a assistência contra o câncer.

 

Outras alternativas terapêuticas no tratamento do câncer

Apesar dos avanços e do surgimento de novas formas de tratamento para esta neoplasia maligna, a necessidade de tornar as formas de tratamentos convencionais melhores se faz presente.

  • – Nanotecnologia

A nanotecnologia é uma ciência que estuda o uso de partículas de tamanho nanométrico no tratamento de doenças. 

As partículas nesta escala têm um tamanho mil vezes menor do que a espessura de um fio de cabelo, sendo capazes de entrar nas células cancerosas transportando medicamentos e agentes químicos para o seu interior.

De acordo com o artigo “Nanotecnologia no combate ao câncer” da Universidade de Brasília, essa tecnologia está em uso desde 1995 no então medicamento Doxil, que fora criado pelo bioquímico israelense Yechezkel Barenholz para o tratamento de câncer no ovário e que reduz significativamente os efeitos colaterais da quimioterapia convencional.

O uso de nanopartículas se destaca ainda devido a sua eficácia contra cânceres com alto fator metastático. Já as formas de terapia, quimioterapia, radioterapia e cirurgia convencional apresentam eficácia inferior.

 

  • – Radioterapia com prótons

A radioterapia com prótons é mais precisa do que o tratamento tradicional que utiliza Raio-X, liberando radiação sobre tudo que estiver no caminho. Este tipo de radioterapia é feita com feixes de prótons e usa partículas carregadas que liberam energia dentro do tumor para destruí-lo.

Por ser bem controlado, o tratamento com prótons pode carregar doses maiores de radiação, sendo especialmente eficaz em alguns tipos de neoplasia maligna que afeta os ossos.

Mas, assim como na radioterapia convencional a terapia com prótons também possui efeitos colaterais. Alguns deles podem envolver alterações na pele, dores nos nervos e danos a órgãos próximos. Além disso, existe ainda a chance do paciente desenvolver outro câncer.

As regiões mais frequentes em que se utiliza esse tipo de tratamento incluem a coluna, pelve e a base do crânio.

 

Conclusão

O câncer é uma doença que afeta milhares de pessoas em todo o mundo ainda hoje, podendo ser mais ou menos letal quando em estágio avançado e dependendo de onde ele se instala.

Maus hábitos, como uma má alimentação, o uso de drogas e químicos e a exposição a certos elementos podem ser causas frequentes para a origem da doença. Essas ações impactam as mutações no DNA estrutural das células e interferem em suas funções básicas e em seu ciclo de vida.

Portanto, a realização de exercícios físicos junto de uma alimentação saudável e o acompanhamento com um médico pode ser uma excelente maneira de prevenir o surgimento da doença.

Sendo uma patologia metastática (que se espalha), um diagnóstico precoce torna o combate mais simples e eficiente, visto que em tese ela ainda não se espalhou para os demais tecidos do corpo.

Ainda hoje, um diagnóstico precoce continua sendo a melhor maneira de tratar a doença. Por isso a realização de check-ups, exames e visitas ao médico regularmente são tão importantes.

Muito sobre o combate ao câncer tem mudado. Avanços promissores em pesquisas, novas formas de tratamentos surgem e a luz da esperança se mantém intensa.

 

Fontes:

O que é câncer? – Instituto Nacional de Câncer – INCA

Combate ao câncer: novos tratamentos são foco de pesquisas na PUCRS 

Câncer – Secretaria da Saúde

Considerações gerais sobre o câncer – Manual MDS 

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    Informações do autor

    Ian Souza

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