Agosto Dourado 2026: aleitamento, colostro e os benefícios
Entenda como amamentar pode ser um ato de amor e carinho, e os benefícios que ele traz para a saúde e o desenvolvimento de mães e bebês.
Todos os anos, o mês de agosto dá início à campanha de Agosto Dourado, uma iniciativa que busca incentivar o aleitamento materno. Por isso, a cor dourada representa o “padrão ouro” de qualidade do leite humano, o alimento mais completo que existe para um bebê.
Em 2026, a campanha segue o tema mundial de “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, definido pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) para a Semana Mundial da Amamentação, celebrada entre 1.º e 7 de agosto.
Neste guia completo, você entende o que é o colostro e por que ele é chamado de “ouro líquido”.
Os benefícios da amamentação para mãe e bebê, os mitos mais comuns e como a Drogaria Nova Esperança pode apoiar essa jornada.
O que é o Agosto Dourado e qual é o tema de 2026?
O Agosto Dourado é a campanha nacional brasileira de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, celebrada durante todo o mês de agosto.
Instituída pela Lei Federal n.º 13.435/2017, a iniciativa reúne o Ministério da Saúde, sociedades médicas, maternidades, farmácias e a sociedade civil em torno de um único objetivo: aumentar as taxas de amamentação exclusiva no país.
Origem histórica da campanha (Declaração de Innocenti, 1990)
Inicialmente, a história da campanha começou em 1990, em um encontro promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo UNICEF, que resultou na Declaração de Innocenti, documento que estabeleceu metas globais para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno.
A partir daí, para cumprir esses compromissos, foi fundada em 1991 a Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA), responsável por organizar, a partir de 1992, a Semana Mundial de Aleitamento Materno todos os anos, com a participação de mais de 120 países.
Por que a cor dourada? O simbolismo do padrão ouro do leite materno
A cor dourada foi escolhida pela OMS por representar o “padrão ouro” de qualidade nutricional e imunológica do leite materno — ou seja, o parâmetro ideal contra o qual qualquer outro alimento infantil é comparado. Não existe fórmula, leite de vaca ou substituto artificial capaz de reproduzir a composição viva e dinâmica do leite humano.
Tema oficial de 2026: “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”
Para 2026, a WABA definiu o tema ‘Breastfeeding for a Sustainable Start in Life: Strengthen What Works’ — em português, ‘Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona’. Nesse sentido, a campanha está alinhada ao Eixo Temático 1 da agenda WBW-ODS 2030 (“Pessoas”), com foco em erradicar a pobreza e a fome, além de acompanhar avanços e avaliar o impacto da amamentação sobre nutrição, segurança alimentar e redução da pobreza — destacando experiências bem-sucedidas de proteção, promoção e apoio ao aleitamento em toda a chamada “Cadeia de Calor para a Amamentação” (Warm Chain).
Semana Mundial da Amamentação — datas e ações
A Semana Mundial da Amamentação (SMAM) acontece, tradicionalmente, entre os dias 1º e 7 de agosto, dando início ao mês de mobilização. Durante o período, diversas instituições que apoiam a causa promovem ações, dentre elas: unidades básicas de saúde, maternidades, bancos de leite humano e farmácias organizam rodas de conversa; prédios públicos e privados são iluminados com luz dourada; laços dourados são distribuídos; e ações educativas voltadas a gestantes, puérperas e profissionais de saúde são criadas.
O que é a Hora de Ouro na amamentação?
A Hora de Ouro (golden hour) é a primeira hora de vida do recém-nascido, período considerado decisivo para o sucesso da amamentação e para a formação do vínculo entre mãe e bebê.
O que acontece na primeira hora após o parto?
Na prática, logo após o nascimento, e sempre que as condições clínicas de mãe e bebê permitirem, recomenda-se o contato pele a pele imediato. O recém-nascido é colocado sobre o tórax da mãe, ainda na sala de parto. Nesse contato, o bebê é estimulado a buscar o peito sozinho, guiado pelo olfato e pelo reflexo de sucção, geralmente iniciando a primeira amamentação dentro dos primeiros 30 a 60 minutos de vida.
Por que a “Hora de Ouro” é decisiva para o aleitamento?
O contato pele a pele e a amamentação precoce estimulam a liberação de ocitocina na mãe, hormônio que favorece a descida do leite e a contração uterina, reduzindo o risco de hemorragia pós-parto. Para o bebê, a Hora de Ouro ajuda a estabilizar a temperatura corporal, a frequência cardíaca e os níveis de glicose, além de promover o contato com a microbiota materna, essencial para a formação do sistema imunológico do recém-nascido.
Orientações para mães e acompanhantes na maternidade
- Solicite o contato pele a pele imediato, se não houver intercorrências clínicas.
- Não tenha pressa: a primeira alimentação pode levar tempo para acontecer espontaneamente.
- Peça apoio da equipe de enfermagem para avaliar a pega correta já nesse primeiro momento.
- Evite o uso de chupetas, bicos e complementos de fórmula nas primeiras horas, salvo indicação médica.
O que é o colostro e por que é chamado de “ouro líquido”?
Ministério da Saúde — “Aleitamento materno” (gov.br/saude).
Colostro é o primeiro leite produzido pela mãe, presente já durante a gestação e liberado nos primeiros dias após o parto. Ou seja, sua cor amarelada e sua composição extremamente concentrada em anticorpos deram origem ao apelido “ouro líquido”: pequenas quantidades já oferecem proteção imunológica equivalente à primeira “vacina natural” do bebê.
Composição do colostro vs. leite maduro (tabela comparativa)
| Características | Colostro | Leite maduro |
|---|---|---|
| Período de produção | Do parto até o 5º dia. | A partir do 15º dia após o parto.* |
| Aparência | Amarelado e espesso. | Esbranquiçado e mais fluido. |
| Volume por amamentação | Pequeno (5 a 27 ml). | Maior (60 a 120 ml ou mais). |
| Concentração de proteínas e imunoglobulinas (IgA) | Muito alta. | Moderada. |
| Concentração de gordura e lactose | Mais baixa. | Mais alta (maior aporte calórico). |
| Principal função | Proteção imunológica e efeito laxativo (elimina o mecônio). | Nutrição e crescimento. |
| *Obs.: entre o 6º e o 15º dia após o parto, o organismo da mãe produz o leite de transição. Mais esbranquiçado, volumoso e com uma composição um pouco mais leve do que o colostro. | ||
Fonte: Ministério da Saúde — “Leite materno passa por transformações de acordo com cada etapa de desenvolvimento do bebê” (gov.br/saude).
Por quantos dias a mãe produz colostro?
Segundo o Ministério da Saúde, o colostro é produzido pela mãe durante os primeiros cinco dias de vida do bebê. Em seguida, entre o 6º e o 15º dia, o organismo materno passa a produzir o leite de transição, mais denso e volumoso, rico em gorduras e carboidratos. Posteriormente, só então, o leite maduro com composição mais consistente começa a ser produzido por volta do 15º dia após o parto.
Por que não substituir o colostro por fórmula infantil
Mesmo em pequenas quantidades, o colostro é suficiente para atender às necessidades do recém-nascido nos primeiros dias, já que o estômago do bebê tem capacidade reduzida (poucos mililitros). Por esse motivo, complementar com fórmula infantil sem indicação médica pode reduzir o estímulo de sucção — e, consequentemente, a produção de leite — além de privar o bebê de anticorpos, fatores de crescimento e oligossacarídeos do leite humano (HMOs) que não existem em nenhum substituto artificial.
Por que o leite materno é considerado o alimento ideal nos primeiros meses?

Ministério da Saúde — “Aleitamento materno” (gov.br/saude).
O leite materno é um verdadeiro alimento vivo: sua composição muda ao longo do dia, do início ao fim de uma amamentação (leite anterior, mais aquoso, e leite posterior, mais rico em gordura) e conforme o bebê cresce, adaptando-se exatamente às necessidades nutricionais e imunológicas de cada fase.
Composição nutricional completa do leite materno
| Componentes | Função principal |
|---|---|
| Lactose | Principal fonte de energia e favorece a absorção de cálcio. |
| Caseína e alfa-lactoalbumina | Proteínas de fácil digestão, essenciais para o crescimento. |
| DHA e ARA (ácidos graxos) | Desenvolvimento cerebral e da retina. |
| IgA secretória e imunoglobulinas | Proteção contra vírus e bactérias no trato respiratório e digestivo. |
| Lactoferrina | Ação antimicrobiana e absorção de ferro. |
| Oligossacarídeos do leite humano (HMOs) | Alimentam bactérias benéficas e formam a microbiota intestinal. |
| Fatores de crescimento | Maturação do intestino e do sistema imunológico. |
Imunidade e prevenção de doenças — anticorpos e IgA secretória
A IgA secretória presente no leite materno reveste as mucosas do bebê, funcionando como uma barreira contra vírus e bactérias antes mesmo que eles entrem na corrente sanguínea. Esse mecanismo, somado aos oligossacarídeos do leite humano, reduz significativamente o risco de diarreia, infecções respiratórias, otites e — em prematuros — de enterocolite necrosante, uma das principais causas de mortalidade nessa população.
Desenvolvimento cerebral — ácidos graxos DHA e ARA no leite materno
Os ácidos graxos de cadeia longa DHA (ômega-3) e ARA (ômega-6), presentes naturalmente no leite materno, são componentes estruturais das membranas neuronais e da retina, associados a melhor desempenho cognitivo e visual. Por esse motivo, o acompanhamento dos marcos do desenvolvimento infantil nos primeiros anos ajuda a identificar se o crescimento e a maturação neurológica do bebê estão dentro do esperado — e, caso a família perceba qualquer sinal fora da curva, vale saber como identificar atrasos no desenvolvimento infantil o quanto antes.
Vínculo emocional entre mãe e bebê — ocitocina e prolactina
Durante a amamentação, o corpo da mãe libera ocitocina (o “hormônio do amor”, associado ao relaxamento e ao apego) e prolactina (responsável pela produção do leite e por um efeito calmante). Esse conjunto hormonal fortalece o vínculo afetivo mãe-bebê e está relacionado a benefícios para a saúde mental materna no pós-parto.
Leite materno vs. fórmula infantil: o que a ciência diz
Estudos científicos são consistentes: crianças amamentadas exclusivamente apresentam menor incidência de infecções, alergias, obesidade e diabetes tipo 2 ao longo da vida, além de melhor desenvolvimento cognitivo, quando comparadas a crianças alimentadas exclusivamente com fórmula.
A fórmula infantil é um substituto seguro quando a amamentação não é possível, mas não reproduz componentes vivos como anticorpos, células de defesa e enzimas presentes apenas no leite humano.
Amamentação exclusiva até os 6 meses: o que significa e por que é recomendada?
O que é aleitamento materno exclusivo?
Aleitamento materno exclusivo significa que o bebê recebe somente leite materno (direto do peito ou ordenhado), sem nenhum outro alimento ou líquido — nem água, chás, sucos ou fórmulas — salvo medicamentos e suplementos com indicação médica, como vitamina D.
Por que nem água é necessária nos primeiros 6 meses?
O leite materno contém cerca de 87% de água em sua composição, o suficiente para hidratar o bebê mesmo em locais de clima quente. Oferecer água ou chás antes dos 6 meses pode reduzir o apetite do bebê para o leite, aumentar o risco de contaminação e diluir o efeito protetor da amamentação exclusiva.
Livre demanda: como funciona e por que não usar horários fixos
Amamentar em livre demanda significa oferecer o peito sempre que o bebê demonstrar sinais de fome — e não em horários pré-determinados. Cada bebê tem seu próprio ritmo, e essa flexibilidade favorece a produção adequada de leite (quanto mais o bebê suga, mais leite é produzido), além de reduzir o desmame precoce.
O que fazer após os 6 meses — introdução alimentar e continuidade
Após os 6 meses, recomenda-se iniciar a alimentação complementar com alimentos in natura, mantendo a amamentação até os 2 anos de idade ou mais. Essa transição é um bom momento para os pais organizarem uma rotina saudável para crianças, com horários de sono, alimentação e estímulos regulares.
Benefícios da amamentação para a mãe — dados e evidências

Redução do risco de câncer de mama — 22%, segundo a SBP
Do ponto de vista materno, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), mulheres que amamentam têm um risco 22% menor de desenvolver câncer de mama em comparação a quem nunca amamentou — proteção que pode chegar a 26% quando a amamentação, somando todos os filhos, ultrapassa 12 meses.
Proteção contra câncer de ovário, útero e endométrio
A amamentação prolongada também está associada a menor risco de câncer de ovário e de endométrio, com efeito dose-resposta: quanto mais tempo a mulher amamenta ao longo da vida, maior a proteção observada nos estudos epidemiológicos.
Recuperação pós-parto e redução de hemorragias
A sucção do bebê estimula a liberação de ocitocina, hormônio que auxilia a contração do útero (involução uterina) e reduz o sangramento após o parto, acelerando a recuperação da mãe.
Perda de peso pós-gestação — 300 a 600 calorias por dia
A produção de leite materno consome, em média, entre 300 e 600 calorias por dia, o que pode contribuir para a perda gradual do peso ganho durante a gestação — sempre associada a uma alimentação equilibrada, sem necessidade de dietas restritivas.
Proteção cardiovascular e osteoporose
No longo prazo, mulheres que amamentam apresentam menor risco de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes tipo 2 e osteoporose, além do efeito contraceptivo natural proporcionado pela amenorreia lactacional nos primeiros meses (que não substitui métodos contraceptivos regulares).
Mitos e verdades sobre a amamentação

Mito 1: “Meu leite é fraco ou insuficiente”
Falso: na realidade, não existe leite fraco. Toda mulher produz um leite adequado e completo para o seu bebê. Em outras palavras, a sensação de “pouco leite” geralmente está ligada à pega incorreta, insegurança materna ou intervalos longos entre as amamentações — situações que podem e devem ser corrigidas com orientação profissional.
Mito 2: “Bebê que mama muito está com fome”
Falso: mamar com frequência é normal e esperado, especialmente nas primeiras semanas; entretanto, o leite materno é digerido rapidamente, e a sucção frequente também serve para conforto, regulação do sono e estímulo da produção de leite — não é sinal, por si só, de insuficiência láctea.
Mito 3: “Amamentar em público é inadequado”
Falso: amamentar é um direito da mãe e da criança, garantido por lei em espaços públicos e privados. Não há nada de inadequado em alimentar o próprio filho onde quer que a necessidade surja.
Mito 4: “Chupeta e mamadeira prejudicam a amamentação”
Verdade: o uso precoce de bicos artificiais pode causar a chamada “confusão de bicos”, já que a mecânica de sucção da mamadeira é diferente da amamentação no peito, o que pode prejudicar a pega correta e reduzir a frequência das amamentações.
Mito 5: “Nem toda mulher consegue amamentar”
Depende: casos de real incapacidade de produzir leite são raros, mas existem. A grande maioria das dificuldades — dor, fissuras, engasgos, baixa produção percebida — tem solução com o suporte adequado de profissionais especializados em aleitamento, como consultoras de amamentação, pediatras e enfermeiros obstetras.
Dificuldades na amamentação e orientação farmacêutica
Fissura mamilar — causas, prevenção e tratamento
As fissuras (rachaduras) no mamilo são, na maioria dos casos, causadas por pega incorreta do bebê. A prevenção passa pela correção da pega com apoio profissional; o tratamento pode incluir a aplicação do próprio leite materno sobre o mamilo após a amamentação e o uso de lanolina pura, hipoalergênica.
Ingurgitamento mamário — o que fazer
O ingurgitamento acontece quando as mamas ficam excessivamente cheias, endurecidas e doloridas, geralmente na “descida do leite”. Compressas mornas antes de amamentar, ordenha manual de alívio e a manutenção da amamentação frequente ajudam a aliviar o desconforto e evitar complicações como a mastite.
Mastite — sinais de alerta e quando buscar ajuda médica
A mastite é uma inflamação (por vezes com infecção) da mama, que costuma causar vermelhidão, dor localizada, febre e mal-estar. Diante desses sinais, é importante buscar avaliação médica rapidamente, já que o tratamento pode envolver o uso de anti-inflamatórios ou antibióticos — sem necessidade de interromper a amamentação na maioria dos casos.
Produtos farmacêuticos que auxiliam na amamentação
Drogarias podem ser aliadas importantes nesse período. Produtos como: lanolina para fissuras, conchas protetoras de mamilo, coxins de amamentação, bombas de extração de leite (manuais ou elétricas) e sacos para armazenamento de leite materno.
Já para o bebê, produtos de cuidado com a pele — como uma boa pomada para assadura do bebê — completam a rotina de cuidados dessa fase. Em caso de dúvida sobre qual produto é mais indicado, o farmacêutico da Drogaria Nova Esperança pode orientar a escolha mais adequada.
Amamentação e retorno ao trabalho — direitos e estratégias
Legislação brasileira e direitos da lactante (CLT, art. 396)
Do ponto de vista jurídico, o artigo 396 da CLT garante à trabalhadora o direito a dois descansos especiais de meia hora cada, durante a jornada de trabalho, para amamentar o próprio filho até que ele complete 6 meses de idade — prazo que pode ser estendido por recomendação médica.
A licença-maternidade de 120 dias (ou 180 dias em empresas do Programa Empresa Cidadã) também contribui para sustentar a amamentação exclusiva nesse período.
Sala de amamentação no trabalho: o que é e como funciona
A sala de amamentação (ou sala de apoio à amamentação) é um espaço reservado dentro do ambiente de trabalho, com privacidade, higiene e infraestrutura adequada para a extração e o armazenamento do leite materno durante o expediente.
O Ministério da Saúde certifica empresas que seguem o guia oficial de implantação desses espaços.
Como extrair, armazenar e transportar o leite materno com segurança
- Lave bem as mãos antes de iniciar a ordenha, manual ou com bomba.
- Use recipientes limpos, próprios para armazenamento de leite materno.
- Identifique cada recipiente com data e horário da coleta.
- Leite recém-ordenhado pode ficar até 12 horas na geladeira ou até 15 dias no freezer.
- Para transportar, utilize bolsa térmica com gelo reciclável, evitando variações de temperatura.
O que é o Banco de Leite Humano (BLH) e como funciona?
O Banco de Leite Humano é um serviço especializado, vinculado a um hospital ou maternidade, responsável por coletar, processar, controlar a qualidade e distribuir leite humano ordenhado. Além disso, o Brasil possui a maior e mais complexa rede de bancos de leite do mundo, referência internacional em custo-benefício e tecnologia.
O papel do BLH para bebês prematuros
Para recém-nascidos prematuros ou de baixo peso que não podem, momentaneamente, mamar diretamente no peito, o leite humano pasteurizado do BLH funciona como um verdadeiro remédio. Reduz o risco de infecções graves e de enterocolite necrosante, favorecendo o crescimento e o desenvolvimento nas unidades de terapia intensiva neonatal (UTI neonatal).
Como se tornar doadora de leite humano
Qualquer mulher saudável, que esteja amamentando e produza leite em quantidade superior à necessidade do próprio filho, pode se tornar doadora. Basta procurar o Banco de Leite Humano mais próximo, passar por uma triagem de saúde simples e receber orientações sobre coleta e armazenamento. Um único recipiente de 300 ml pode alimentar até dez recém-nascidos por dia.
Como a sociedade e as drogarias podem apoiar a amamentação?

O papel do farmacêutico na orientação sobre amamentação
O farmacêutico é, muitas vezes, o profissional de saúde mais acessível, podendo orientar sobre: o uso de medicamentos compatíveis com a amamentação, a escolha de produtos e encaminhar a mãe a um especialista quando necessário.
NBCAL: a norma que protege o aleitamento materno
A Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL), regulamentada pela ANVISA, restringe a publicidade e a promoção comercial de fórmulas infantis, bicos, chupetas e mamadeiras — justamente para proteger a decisão informada das famílias e evitar que interesses comerciais interfiram na amamentação.
Produtos disponíveis na Drogaria Nova Esperança para apoiar a lactação
Na Drogaria Nova Esperança, você encontra uma linha completa de produtos para apoiar essa fase: bombas de extração de leite, discos e conchas protetoras, lanolina, sacos para armazenamento e itens de higiene para mãe e bebê.
Aproveite também para conferir outras campanhas de saúde da drogaria, como: Abril Azul e a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista, que também fazem parte do nosso compromisso com a saúde da sua família ao longo de todo o ano.
Perguntas Frequentes sobre Agosto Dourado e Amamentação
O que é Agosto Dourado?
Para concluir, Agosto Dourado é a campanha nacional brasileira, instituída pela Lei Federal nº 13.435/2017, que acontece anualmente no mês de agosto para incentivar, proteger e apoiar o aleitamento materno em todo o país.
Por que o leite materno é chamado de ouro?
De maneira geral, porque a OMS considera o leite materno o “padrão ouro” de qualidade nutricional e imunológica para bebês — por isso a cor dourada da campanha e o apelido “ouro líquido” dado ao colostro.
Até quando devo amamentar?
Basicamente, a recomendação da OMS e do Ministério da Saúde é de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade, com continuidade — junto à alimentação complementar — até os 2 anos ou mais.
O que acontece se eu não conseguir amamentar?
A fórmula infantil, prescrita por um pediatra, é uma alternativa segura quando a amamentação não é possível por motivos médicos ou pessoais. O mais importante é buscar orientação profissional para garantir a melhor nutrição do bebê em cada situação.
O que é colostro?
Resumidamente, é o primeiro leite produzido pela mãe, liberado nos primeiros dias após o parto, sendo rico em anticorpos e fatores de proteção — por isso é chamado de “ouro líquido”.
Mãe que trabalha pode amamentar?
Sim. A CLT garante intervalos para amamentação durante a jornada (art. 396), e a extração e o armazenamento corretos do leite materno permitem manter a amamentação mesmo após o retorno ao trabalho.
Qual é o tema do Agosto Dourado de 2026?
O tema mundial de 2026, definido pela WABA, é “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, parte da agenda WBW-ODS 2030.
Fontes consultadas: Ministério da Saúde (gov.br), Sociedade Brasileira de Pediatria (sbp.com.br), WABA (waba.org.my), Lei Federal 13.435/2017, CLT art. 396, ENANI/UFRJ. Artigo produzido para o blog Além da Bula — Drogaria Nova Esperança.
Ian Souza
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