Alimentação adequada durante a gravidez e amamentação
Leia este artigo especial em que destacamos todos os cuidados com os hábitos alimentares saudáveis para uma gestação tranquila e bebê feliz
Quanta alegria em ter a confirmação de que uma nova vida está sendo gerada e que, logo, logo, um lindo bebezinho virá ao mundo.
Esse período tão especial requer alguns cuidados especiais com alimentação adequada durante a gravidez e a amamentação para garantir tanto a saúde da mamãe quanto a do bebê. Refeições pobres em proteínas e vitaminas essenciais podem trazer riscos para ambos.
Mas como saber o que pode ou não comer para assegurar que a mãe e a criança se conservem saudáveis?
Continue lendo este artigo em que vamos abordar os principais pontos, além de dicas de alimentos para ajudá-la a ter mais saúde e bem-estar durante a gravidez e a amamentação.
O que a mãe deve comer durante o período de gravidez?

Assim que a mulher começa a pensar em engravidar, ela já precisa se preocupar com o que está ingerindo e deve manter hábitos saudáveis.
A alimentação adequada vai garantir a redução de patologias como diabetes ou doenças cardíacas, além de que o bebê vai levar por toda vida essa memória alimentar que adquire enquanto está na barriga da mãe. Dependendo do que a mulher ingere, a criança poderá ter hábitos saudáveis ou não. Há também a possibilidade de “desenvolver tendência à obesidade ou ainda levar a doenças crônicas”, de acordo com o que informa o site do Ministério da Saúde.
Hidrate-se muito bem
Enquanto se recomenda a ingestão de dois litros de água em média para um adulto, para a mulher que amamenta essa quantidade deve aumentar para dois e meio a três litros, no mínimo. Dessa forma, ela vai preservar sua hidratação durante a gravidez e, principalmente, na amamentação.
O ideal é evitar bebidas açucaradas que, além de estimular o ganho de peso em excesso, não hidratam como a água. Bebidas estimulantes também precisam ser evitadas, como já vimos, o bebê recebe tudo que a mãe ingere, logo, uma bebida desse tipo não fará bem para o seu bebê. Deixe de lado o café e chás estimulantes, refrigerantes e sucos prontos.

Comida de verdade é a melhor opção
A mãe deve ter em mente que não é proibido comer o que gosta, mas há alimentos que precisam ser usados com parcimônia nessa fase. Gordura, óleo, sal e açúcar em excesso são prejudiciais.
Já os alimentos ultraprocessados devem ser evitados sempre. Eles são cheios de sódio e conservantes e não fazem bem para o organismo. Fique de olho nos rótulos dos produtos antes de colocá-los no seu cardápio.
Quais alimentos devem ser evitados durante a gravidez e amamentação?
A dieta da mamãe durante a gestação e o aleitamento deve conter preferencialmente alimentos in natura ou minimamente processados, ser baseada principalmente em vegetais e frutas, além das proteínas.
Uma alimentação balanceada, rica em fibras, é essencial para prevenir doenças do coração, diabetes e vários tipos de câncer.
No Guia Alimentar lançado pelo Ministério da Saúde, há um protocolo voltado especialmente para gestantes. Abaixo listamos algumas considerações apresentadas nesse guia:
– O uso de sal e condimentos em excesso pode causar complicações durante a gestação e o risco de descompensação da pressão arterial.
– Estimula-se o uso de leguminosas, incluindo o feijão, para manter bons níveis de ferro.
– Evite sucos de caixinha, refrigerante, suco em pó ou bebidas adocicadas para diminuir o risco de nascimento prematuro ou obesidade infantil, além de asma.
– Consuma diariamente frutas, verduras e legumes, que são excelentes fontes de vitaminas, minerais, fibras, são antioxidantes e contêm nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança. Esses alimentos são fundamentais durante a gestação e, após, na amamentação.
– A recomendação é não consumir peixes crus e carnes malpassadas. Molhos à base de ovos crus são alimentos que também devem estar fora da lista das mamães, isso por causa do risco de contaminação por salmonela e outras bactérias que favorecem o risco de aborto ou parto prematuro, além de outras doenças.
Os alimentos que provocam cólicas no bebê durante a lactação

A mulher deve ficar atenta ao que está consumindo e como isso afeta a criança, no entanto, há alguns alimentos que têm maior risco de causar as tão famosas cólicas.
O leite de vaca é um deles. Não é necessário retirá-lo da dieta, mas deve ser consumido com algum cuidado. A mãe pode substituir por leite vegetal enquanto amamenta, para evitar as dores no bebê.
Além do leite, há uma lista de outros produtos alergênicos que podem ser evitados, são eles: trigo, frutos secos, soja e peixe. As bebidas alcoólicas podem alterar a composição do leite, diminuindo as horas de sono do bebê, deixando-o irritado.
Entre os alimentos também estão os vegetais crucíferos – brócolis, cenoura e couve-flor –, pois contêm carboidratos fermentáveis que podem causar desconforto aos recém-nascidos.
Ainda tem a cafeína, o excesso dessa substância está relacionado à cólica e dermatite atópica nos pequenos, por isso é importante evitar grandes quantidades de café, chá preto e chocolate.
Outro ingrediente da lista é o adoçante industrializado e, como ele passa para o leite materno, é possível que cause cólicas, náuseas e vômitos nas crianças.
Alimentos que ajudam na produção de leite
Será mito ou verdade que existem alimentos que estimulam a produção do leite materno?
Sim, é verdade. A mãe pode aumentar a produção do leite se incluir na sua alimentação substâncias específicas. Mas é importante enfatizar que o consumo de água para manter-se hidratada é essencial, isso também auxilia a produção do leite.
Alguns desses alimentos são:
– Alho
– Aveia
– Gengibre
– Bebidas à base de cereais
Para evitar que a sua produção de leite diminua, poupe-se de estresse, pois a geração de hormônios diminui quando a mulher fica ansiosa ou estressada.
Como manter o peso saudável antes e depois da gravidez

É natural o ganho de peso enquanto uma nova vida se forma no ventre da mulher. Porém, se a mãe controla sua alimentação, seguindo as dicas de hábitos saudáveis, a probabilidade de exceder o limite e se manter acima do peso após o parto diminui.
Mais do que a questão estética, a principal vantagem em permanecer com o peso adequado é evitar algumas doenças, como diabetes e hipertensão, além de se proteger do risco de parto prematuro.
Cuide da alimentação: evite dietas restritivas
Tanto o sobrepeso quanto o baixo peso podem ser causas de problemas com o bebê, por isso, um aconselhamento nutricional adequado é importante nesse período.
Consulte um médico ou nutricionista para controlar a forma física e manter o organismo bem saudável para a gestação. Nas consultas durante o pré-natal o médico irá avaliar a condição da mulher para indicar se o ganho de peso está dentro do limite saudável para a saúde da mamãe e do bebê.
No entanto, ambos precisam estar bem alimentados tanto na fase da gestação quanto durante a amamentação, sendo assim, dietas restritivas não são opções adequadas para manter a condição mais aconselhável.
Com a ajuda de um nutricionista, a mulher vai conseguir chegar à forma física ideal.
Além disso, não se deve colocar a atividade física de lado durante a gravidez. Com o conhecimento do seu obstetra, escolha os melhores exercícios para você.
O ideal é combinar exercícios aeróbicos, como caminhada e hidroginástica, com musculação. Ioga e alongamentos leves são bem-vindos, todos com acompanhamento de um profissional.
Conclusão

Como lemos ao longo deste artigo, manter a alimentação adequada durante a gravidez e a amamentação é uma escolha que se deve fazer antes mesmo de conceber o bebê que virá ao mundo.
Para ajudar nessa fase, seguir com algumas atitudes é fundamental, começando por fazer o pré-natal corretamente, prosseguir sendo acompanhada por bons profissionais e, principalmente, decidindo por ter hábitos sadios.
Abrir mão de alguns costumes e investir em qualidade de vida vai trazer mais segurança durante a gestação e disposição para cuidar do seu bebê, que vai nascer cheio de saúde e feliz.
Ian Souza
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