Saiba como prevenir a hepatite viral, uma doença mundial que precisa da sua atenção
Com um mês dedicado à conscientização sobre a doença e um dia marcado para a luta contra ela, neste post você conhece mais sobre a hepatite viral e como preveni-la.
O mês de Julho é marcado pela conscientização da população sobre a importância de prevenir a hepatite, sendo ela A, B, C, D ou E. Isso porque tais são responsáveis por causarem a inflamação do fígado, a ponto de afastar muitas pessoas de suas obrigações, senão para um quadro mais grave, como câncer e cirrose.
Em razão da sua gravidade, destacamos um post para destrinchar o assunto que precisa da sua atenção.
O que é a hepatite?
Cientificamente, a hepatite é uma doença que causa uma espécie de inflamação do fígado, dado que pode ser causado por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outros tipos de drogas, o que não deixa de fora certas doenças autoimunes, metabólicas e genéticas.
Com isso, diante de sua gravidade, surge a importância do pré-natal, por exemplo, já que é uma forma de detectar a própria anomalia, a aids, bem como quadros de sífilis.
Em razão disso, vale lembrar que existem 5 tipos de hepatites virais, sendo elas:
Hepatite A
Causada pelo vírus A (VHA), a hepatite A, também chamada de infecciosa, costuma causar sensação de cansaço, tontura e vômito.
Hepatite B
Já a hepatite do tipo B é classificada como soro-homóloga e é causada pelo vírus B (HBV). De início, ela é considerada uma infecção aguda que pode avançar para um quadro mais complicado.
Hepatite C
A hepatite C é decorrente do vírus C (HCV), sendo que esta já foi chamada de “hepatite não A não B”. Assim como o vírus anterior, o C também está presente na corrente sanguínea.
Hepatite D
A hepatite D, que costuma ser chamada de Delta, é decorrente do vírus D (VHD), onde esta depende da presença do vírus do tipo B para infectar o paciente.
Hepatite E
Sendo uma doença infecciosa viral, esta é causada pelo vírus DHR. Porém, no Brasil, é muito raro os casos deste tipo de contaminação, tendo a Ásia e África como territórios com os maiores índice da anomalia.
Como é transmitida a hepatite?

Como citado anteriormente, são várias as formas que se pode contrair as hepatites aqui citadas. Para se prevenir deste mal, listamos como acontece todas as transmissões. Entenda:
Hepatite A
Neste caso, a pessoa é contaminada por contato fecal/oral, contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados.
Hepatite B
A transmissão do tipo B vem do contato com o sangue e leite, tal como pelo esperma, já que é considerada uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), o que ressalta a necessidade de ter relações sexuais somente com o uso de preservativos, assim como se deve evitar o compartilhamento de objetos como agulhas e seringas.
Hepatite C
Sendo uma infecção muitas vezes assintomáticas, a hepatite C é transmitida, na maioria dos casos, pelo sangue, em especial pelos que recebem transfusão de sangue e/ou hemoderivados. Além disso, também é possível acontecer transmissões por meio de compartilhamento de agulhas para uso de drogas ilícitas, material de manicure/pedicure esterilizados inadequadamente.
Hepatite D
Assim como o vírus B, o contágio da hepatite D se dá através de relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada; na gestação, por parte e a amamentação; compartilhamento de material para uso de drogas; matérias de higiene pessoal ou de confecção de tatuagens e piercings, bem como por transfusão de sangue infectado.
Hepatite E
Por fim, a infecção da hepatite E vem da transmissão fecal-oral, por contato entre indivíduos ou por meio de água ou alimentos contaminados pelo vírus.
Quais os sintomas?

Como mostrado até aqui, há inúmeras formas de se contrair as hepatites, que tem como sintomas cada um dos desconfortos enfatizados a seguir:
Hepatite A
Normalmente, pessoas contaminadas com este tipo de vírus não apresentam sintomas, ao passo que os mais frequentes são cansaço, tontura enjoo, vômitos, febre, dor abdominal e olhos amarelados, urina escura e fezes claras, posto que os sinais aparecem de 15 a 60 dias depois da infecção.
Hepatite B
Em geral, os casos de hepatite B não mostram sintomas, ao passo que, em algumas condições, a pessoa pode apresentar pele e olhos amarelados, febre, dor abdominal e vômitos. Isso porque tais reações tendem a aparecer de um a seis meses após o contágio.
Hepatite C
Os sintomas decorrentes desta são raros, porém é provável que alguns tenham febre, dor, dor abdominal, vômitos, urina escura e fezes claras.
Com isso, surge a necessidade de recorrer aos postos de saúde para realizar exames de prevenção, já que, quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de controlar futuras complicações.
Hepatite D
Não muito diferente dos demais, os quadros envolvendo a hepatite D não apontam sintomas, mas quando vêm à tona causam sensação de cansaço, dor, febre, dor abdominal, vômitos, urina escura e fezes claras.
Hepatite E
Em suma, as condições ligadas à E também são sensação de cansaço, dor, febre, dor abdominal, vômitos, urina escura e fezes claras.
Como se prevenir?
Para evitar a contaminação, é importante seguir algumas medidas importantes, que inclusive devem fazer parte da rotina de todas as pessoas, uma vez que podem evitar tanto o contágio das hepatites quanto tantas outras doenças visíveis e invisíveis aos olhos.
Desta forma, a seguir, conheça como evitar os contágios da doença, que, aliás, possuem semelhanças:
Hepatite A
– Lavar as mãos após ir ao banheiro e trocar fraldas, bem como antes de comer e preparar alimentos;
– Higienizar os alimentos que são consumidos crus, deixando de molho por 30 minutos;
– Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, como mariscos, frutos do mar e carne de porco;
– Não construir fossas perto de poços e nascentes.
Hepatite B
– Tomar as três doses da vacina;
– Usar preservativos;
– Não compartilhar objetos pessoais (lâminas de barbear, depilar, escovas de dentes);
Aqui, vale ressaltar que os preservativos estão disponíveis na rede pública de saúde. Para saber onde fica o posto mais perto de você, telefone para o Disque Saúde (136).
Hepatite C
Até o momento, não existe vacina contra a hepatite C. Em razão disso, a melhor forma de evitar a doença é prevenir, não compartilhando objetos de uso pessoal.
Hepatite D
– Uso de camisinha;
– Não compartilhar objetos de uso pessoal.
Hepatite E
Em geral, a melhor forma de prevenir a doença é ser adepto de uma boa higiene e de saneamento básico, como:
– Lavar as mãos antes de comer e preparar alimentos, bem como após ir ao banheiro e após trocar fraudas;
– Cozinhar bem os alimentos;
-Lavar os alimentos com água tratada antes de consumi-los;
– Não tomar banho ou brincar próximo de riachos, chafarizes, enchentes ou onde haja esgoto ao céu aberto;
– Evitar construção de fossas próximos a poços e nascente de rios, para não comprometer o lençol d’água que alimente ao poço.
Existe tratamento?

Bom, com o avanço promovido pela tecnologia nos últimos tempos, vale ressaltar que atualmente há diversas formas de tratar boa parte das hepatites, como explicado nos tópicos abaixo:
Hepatite A
No caso da hepatite A, a terapia será determinada por um profissional da saúde, que avaliará a situação do paciente, para só assim decidir o tratamento mais adequado. Normalmente, a doença é enquadrada como benigna, e menos de 1% dos casos geram insuficiência aguda grave e fulminante.
Hepatite B
Após a confirmação, o médico indicará o cronograma terapêutico, dado que os tratamentos para este tipo são realizados gratuitamente pelo SUS. Porém, vale destacar que o vírus B não tem cura, posto que ele pode se desenvolver de duas formas: aguda e crônica, sendo que a primeira é de curta duração, e a crônica dura mais de seis meses.
Assim, para a doença tornar-se crônica varia da idade em que ocorreu a infecção.
Hepatite C
A hepatite C é tratada com o uso de antivirais de ação direta (DAA), que oferecem uma taxa de reversão de 95%, ao promover a eliminação da infecção, sendo que são gratuitamente disponibilizados pelo SUS.
Hepatite D
Diferentemente dos demais, as terapias para a hepatite D não asseguram a sua cura, ou seja, são apenas para controlar danos sobre o fígado. Assim, quando há o diagnóstico, o paciente é submetido a tratamentos especiais, onde recomenda-se evitar o consumo de bebidas alcoólicas.
Hepatite E
Não existe um tratamento específico para a hepatite E, mas os médicos costumam pedir ao paciente para não consumir medicamentos desnecessários ou que sejam agressivos ao fígado, visto que podem piorar o quadro de saúde. Além dos mais, os profissionais também sugerem melhorar a alimentação, para repor os nutrientes perdidos pelos vômitos e diarreia, ambos considerados os principais sintomas da doença.
Conclusão
Como vimos, a patologia é um caso sério e pode gerar vários danos à saúde. Assim, é mais que importante lavar bem as mãos em todas as situações, inclusive antes da preparação de alimentos, evitando também o compartilhamento de objetos de uso pessoal.
Mas se por acaso você tenha o diagnóstico, procure tomar os medicamentos exatamente como o médico passou. Na dúvida, você pode se informar pela bula do fármaco, que, aliás, temos um post completo sobre como interpretar esse tipo de informação.
Por fim, convidamos você a compartilhar a mensagem do Julho Amarelo. Converse com os seus familiares e amigos, pois juntos vamos mais longe!
Giovanne
Posts recentes
Mais acessados
Artigos relacionados
Deficiência de Vitamina D: como suplementar
Fibras alimentares: para que servem e quanto consumir
Skincare na primavera: como adaptar a rotina de cuidados
Dificuldades na Amamentação: Como Prevenir e Tratar
Agosto Dourado 2026: aleitamento, colostro e os benefícios
Mitos e verdades sobre a amamentação: fatos e preconceitos
O que é o Colostro? Tudo sobre a primeira vacina natural do bebê