DNE explica: o que é o teste de COVID-19?

Doutor com uma luva azul armazenando um líquido em um frasco.
Para se detectar o vírus, foi necessário o desenvolvimento de testes e assim, são diagnosticados os casos confirmados. Confira os testes de COVID-19 conhecidos.

Em meio a pandemia causada pelo o novo coronavírus, pesquisadores de vários países desenvolveram testes para ajudar no diagnóstico da doença. Só no Brasil, o governo federal aprovou, até o mês de maio, 33 tipos de exames, sendo eles realizados através da coleta de sangue e da amostra da nasofaringe e da orofaringe para fins de teste do COVID-19.

Pelo fato de os principais sintomas da doença serem bem parecidos com a gripe, muitas pessoas estão recorrendo a hospitais e ambulatórios sem saber se estão infectadas, fator este que causa o sobrecarregamento do sistema de saúde, ou seja, ocupando a vaga de pessoas em estado mais grave.

Assim, diante da alta procura dos produtos e para evitar descolamentos desnecessários, destacamos algumas informações que você precisar saber antes de realizá-lo. Entenda.

Quais são os tipos de testes de COVID-19?

Como dito anteriormente,  a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia aprovado 33 tipos de testes a serem usados no diagnóstico do Covid-19, dado que estão divididos em dois grupos, sendo que o primeiro necessita da coleta de sangue:

  • One Step Covid-2019 Test
  • Coronavírus Rapid Test
  • Coronavírus IgG/IgM (Covid-19)
  • Medteste Coronavírus 2019-nCoV IgG/IgM
  • Teste Rápido em Cassete (Covid-19) IgG/IgM
  • Covid-19 IgG/IgM Eco Teste

O segundo método é bem parecido com um cotonete, também chamado de swab. O teste consiste na coleta da amostra das vias respiratórias, mais precisamente entre a nasofaringe e da orofaringe, são eles:

Doutor realizando o teste através do método swab em um paciente dentro de seu carro.

  • Eco F Covid-19 Ag
  • Covid-19 Ag Eco Teste

Como são realizados?

O primeiro modelo usa uma pequena amostra do sangue para detectar a presença de dois anticorpos: o IgM e o IgC. Para os estudiosos, o IgM costuma indicar a fase aguda da doença, quando os sintomas começam a ser produzido, que é de cinco a setes dias após a infecção. No caso do segundo, este é denominado como um anticorpo específico, pelo fato dele continuar circulando mesmo após a fase aguda, ou seja, é o diagnóstico que o corpo já criou imunidade contra o vírus.

Médico fazendo um teste à base de sangue em um homem encapuzado de touca e cachecol.

Vale destacar que a coleta deste tipo de amostra pode ser realizada com um furo no dedo ou diretamente na veia. No último ato, o sangue tem o seu soro avaliado, um processo de centrifugação do sangue.

Por outro lado, o swab é introduzido no nariz e na garganta, até que fiquem umedecidos com a secreção. Após isso, o material é levado para laboratório para averiguar a presença do vírus, por meio de uma avaliação chamada de PCR (do inglês, polymerase chain reaction), onde é possível notar o RNA do vírus, quer dizer, o material genético.

Ilustração de um médico realizando teste chamado de swab em uma mulher.

 

Quanto tempo leva para sair o resultado?

A divulgação do resultado varia de onde ele é realizado, como no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos laboratórios particulares. Os testes rápidos com o uso de sangue, por exemplo podem durar até uma semana. Já o diagnóstico à base do swab pode sair em até 15 minutos. Lembrando que, no dia 28 de abril, a ANVISA liberou a realização do teste rápido por farmácias que possuam estrutura adequada, sendo um importante acontecimento durante o período de pandemia.

Quem pode fazer?

Apenas pessoas que apresentem os sintomas da doença, que são febre, tosse, falta de ar e perda do olfato, devem fazer o teste. Isso porque os kits necessários para o exame estão limitados no mundo inteiro, o que fez com que as autoridades restringissem o seu uso exclusivo para casos de suspeita de infecção, bem como aos profissionais da saúde.

Se der positivo, qual o próximo passo?

Frasco com sangue e uma marcação de positivo para coronavírus.

Caso o diagnóstico dê positivo, é preciso recorrer até o posto médico mais próximo de sua casa, protegido de uma máscara apropriada para que o profissional da saúde oriente e recomende os medicamentos necessários para dar início ao tratamento, consequente da cura.

Por fim cabe ressaltar a importância de manter o isolamento social, ou melhor, só saia de casa com extrema necessidade e protegido de máscara e álcool em gel, assim prevenindo um possível contágio. Respeite o distanciamento e o alerta das autoridades, sairemos dessa em breve. Cuide-se!

Este conteúdo foi formulado e desenvolvido, sob supervisão técnica da farmacêutica responsável: Dra. Daniela S. Dávida - CRF/SP 47.916. Não devendo as informações obtidas aqui, serem utilizadas como substitutas ao diagnóstico médico ou tratamento sem antes consultar um profissional de saúde.

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